segunda-feira, 9 de abril de 2012

À Noite










À noite



À noite,
Quando vagam os espíritos
Pela casa silenciosa,
Sinto-me em paz.
Nada têm a me dizer,
Apenas observam,
E nunca me condenam.

Sinto sua presença esvoaçante
De pura transparência suave
A roçar minha alma.
nada temos a dizer,
Apenas nos sentimos
E, sobrepostos,
Convivemos.

À noite,
Quando bebo de mim mesma
Até a embriaguez
Me reconheço,
E sei que não careço
Nem de ti, nem de ninguém.
Amém!


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