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Vinco

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No espelho, eu te vi Em meu rosto de manhã.
Foi antes do café; olhei-me, e lá estavas, Cruzando a minha testa De um lado ao outro, Profundamente vincado.
Senti-o nas pontas dos dedos, Lamentei a minha falta Por não ter, há muito tempo, Desfeito os laços.



Histórias Enfadonhas

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Olá amigos!

Por sugestão de alguém que realmente entende do assunto e sabe tudo sobre blogagem, e é o proprietário de um dos blogs mais lidos de toda a rede, decidi fazer uma pequena mudança no meu blog "Histórias por Ana Bailune." 
A partir de hoje, ele se chamará Histórias Enfadonhas, por Ana Bailune. Mas não se preocupem; as mesmas histórias longas, enfadonhas, cansativas e desinteressantes continuarão a ser publicadas, e para torná-las ainda menos lidas e mais desinteressantes, eu continuarei publicando-as em capítulos - todos longos e enfadonhos, como sempre foram!
Pelo amor de Deus, peço-lhes encarecidamente que tenham pena de mim, leiam e comentem as minhas historietas, pois se não o fizerem, eu sucumbirei às críticas e deixarei de publicar para sempre na internet. Talvez eu tente suicídio, como no jogo da Baleia Azul, ao saber que perdi meus seguidores não-leitores. E vocês serão os responsáveis.
Como todos sabem, eu escrevo apenas para ser lida e agradar aos meus m…

HISTÓRIA

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Anos e anos Pilhas e pilhas De datas e nomes De nomes e datas E traças.
Séculos e séculos De feitos e glórias, Inglórias vitórias, Derrotas e mortes E cortes.
Eras e eras De guerras e acordos, acordos e guerras, Impérios desfeitos E pleitos.
Essa é a sina Dos homens na Terra, Eterno Retorno, Escrita no solo A História.



O DIABO RI

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O diabo ri quando batemos panelas esperando que justiça seja feita. Ele adora, e se diverte quando vamos às ruas e quebramos coisas das quais precisaremos mais tarde – ônibus, bancos, monumentos e prédios públicos, restaurantes e lojas. 
O diabo dá gargalhadas quando ficamos nas redes sociais defendendo políticos corruptos, incapazes de percebermos que não existe um só deles que seja honesto, que valha a pena ou que mereça um segundo sequer da nossa consideração. Todos – absolutamente todos – estão envolvidos em mamatas e corrupção, utilizando dinheiro em suas campanhas que deveria ter sido usado para salvar as vidas de milhões de pessoas em hospitais, pessoas que morreram sem atendimento médico, sem remédios, sem leitos hospitalares, enquanto eles viajavam e se divertiam em países estrangeiros, e financiavam as mamatas dos ditos “artistas populares” que só os defendem porque são, eles mesmos, beneficiados com parte do dinheiro roubado. 
O diabo é um sujeito irônico, e ama ver as pes…

DESMISTIFICAÇÃO

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Olhe nos olhos do monstro, Vasculhe o restolho Por onde ele passa, Procure a esperança Nas suas pegadas, E talvez enxergues Que os seus tentáculos Não passam de tranças Bem embaraçadas.
Ouça as palavras do monstro, Quem sabe, concluas Que as suas loucuras Não passam de um plano, Uma espécie de cura, Que o tom ressabido, O uivo pra lua, Tenha ressonância No teu par de ouvidos.
Sinta a pele do monstro, Perceba sua dor; A sua mordida É falta de amor, Tristeza da vida, E o seu veneno Não mata ninguém, Somente ele mesmo. Disfarce o desdém, E diga uma prece À alma perdida.








SALVAÇÃO

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E quando, surpresos,  perguntaram ao poeta por que ele não salvava seus poemas em arquivos, ele simplesmente respondeu, encolhendo os ombros:
"Porque são eles que me salvam."



AGORA EU VOU FALAR DE AUSÊNCIA

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Agora eu vou falar de ausência, Pegue uma cadeira, Apague as luzes, Desligue o celular.
Escute o som do vento, Que não para de soprar No túnel da minha vida. Escute os ecos fendidos Dos passos que se afastaram, Escute o trovão que ruge Quando o coração se quebra Se espatifando no chão!
Não tente me consolar, Não tente dizer palavras Pensadas na contramão Que possam fazer sentido! Só senta aqui e escuta,  Me empresta esse par de ouvidos Para que então tu me entendas, Para que então compreendas Quando eu te falo de ausência!
Não quero solidariedade, Nem quero que sintas dó; Só quero mostrar-te a ausência Que ficou perambulando Por esses meus corredores Arrastando suas dores Por onde antes se ouvia O que o coração cantava, Os passos de quem partia, Os passos de quem chegava!
Agora eu vou falar de ausência, Preciso que ouças bem, Porque já estou cansada De tanto explicar porque, De tanto mostrar as pontas  Do laço que foi cortado, As pontas esfiapadas Das fitas já desbotadas Que já não p…