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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ACHADOS PERDIDOS

 





 

As ironias finas feito lâminas de faca,

As falas arrastadas e (in)sinuosas,

O despetalar sem dó das rosas da alma alheia,

Não te caem bem.

 

Assim como essa mania desastrada

De acessar apenas para tentar saber

O que vai na alma de alguém que está distante,

As palavras que jogas sobre o muro que nos separa

As escaras escavadas com navalhas;

 

O convite para beber do teu vinho oxidado

Cujo fel cultivado em tonéis 

De  ressentimento

Por anos e anos e anos a fios emaranhados,

O tom mofado e amarelecido do passado;

 

Nada disso te cai bem.

Porque não cai, não desaparece jamais

Aos olhos que te olham – os meus? Não mais serão feridos!

Porque te coloquei na prateleira dos meus achados

Perdidos.

 .


.


.

 

 


terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Da Nuvem


Lembranças e imagens que a nuvem do Google Drive me mandou hoje. Entre essas pessoas, muitas já se foram.

Na primeira foto, estamos na Ilha de Paquetá. Eu tinha, talvez, oito anos - hoje tenho 57. Sou a que está de suéter quadriculado, tomando sorvete, encostada em meu cunhado, que naqueles tempos namorava minha irmã. Casaram-se e têm 3 filhos. Ao lado dele, minha irmã, e ao meu lado, minhas duas outras irmãs mais velhas e meu pai. Atrás de mim, a nossa mãe.

As demais pessoas eram vizinhos ou amigos. Não me lembro de todos.






Minha mãe, sentada com a mão na cabeça; eu, meu cunhado, minha sobrinha Rosane (falecida), minha irmã mais velha e minha outra irmã, perto da cadelinha Susie.


Batizado do meu sobrinho Daniel (hoje com mais de 30 anos de idade). As mesmas pessoas de sempre, a não ser pela Natália, minha sobrinha, irmã do Daniel - a que está no colo da minha irmã. Minha irmã Silvia e meu cunhado foram os padrinhos, e minha mãe, embora ela fosse apenas um pouco mais velha do que eu sou hoje, aparenta mais idade do que eu tenho.



O mesmo batizado. Vemos agora o meu outro cunhado, de barba, o Tiaguinho, meu sobrinho (hoje todas essas crianças têm mais de 30 anos de idade) E de pé à direita, a minha falecida sobrinha - a mesma que aparece bem pequenininha na segunda foto.



Aniversário. Nem me mais lembro quem são algumas dessas crianças.



As fotos nos ajudam a lembrar sobre a passagem do tempo, o quanto essa vida é breve, o quanto todos nós estamos fadados a desaparecer. Na foto abaixo, eu, nos dias atuais, durante o trabalho.

Antes da pandemia...




...depois da pandemia. Décadas em dois anos.


Ficam os bons momentos também, as coisas que valem a pena ser lembradas.

Porém, é incrível a gente perceber o quanto os relacionamentos mudam, as pessoas se afastam, crescem, vão embora, morrem... e isso se chama vida.
Na foto abaixo, meu falecido sobrinho e sua namorada. Ele já estava bastante doente aqui.




A história da nossa família começou aqui.
São meus pais.




E só Deus sabe quando ela terminará.








 

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Árvores - Melhores Amigas

 


Imagens do meu jardim. Este é um dos motivos pelos quais eu amo o inverno. Além do clima ameno e confortável, a minha paisagem se tinge de cores e de poesia.














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ONDE FOI QUE EU DEIXEI

Onde foi que eu deixei, Em qual banco de praça, Em qual sítio, em qual beira De uma longa calçada? Em qual rua deserta, Em qual banco de tre...