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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

TRANSFORMAÇÃO






 

É que já não me ocupo em construir outras memórias,

E às vezes, eu me esqueço de lembrar do que esqueci.

Me falta paciência  para ler a minha história,

E o tempo já passou muito mais do que eu vivi.

 

Lembranças se misturam com o que eu jamais vi,

Não sei de onde vêm essa memória diluída

Que cisma de pairar – talvez algum livro que eu li?

É pouca coisa vindo, mas é tanta coisa ida!

 

Os anos que passaram ultrapassam os que restam,

E hoje eu só quero... já nem sei dizer o quê!

Talvez fechar os olhos, deixando o barco correr,

Ou balançar na rede, sem pensar no que é viver.

 

Já sei que a experiência nem sempre é sabedoria,

Mas em alguma parte, acho que amadureci:

Pois minha grande meta é viver o dia a dia...

O que antes me matava, hoje apenas me faz rir!

 


sábado, 18 de fevereiro de 2023

VERBO







Teus verbos hoje

Estão todos no passado.

Pegadas se apagam,

Mas existe tua voz

Em cada canto,

E quando eu passo,

As cortinas dançam, 

Me enlaçam

Imitando o teu abraço.


À noite, 

Te ouço na conversa dos grilos,

E te reecontro

No brilho fosco da lua

 Dissolvido na névoa

Que cobre as montanhas,

E ao abrir dos meus olhos

No sonâmbulo silêncio

Da madrugada,

Eu olho o travesseiro, 

E não entendo

Como podes ainda ser tanto,

Já não sendo.






sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

SOL E AREIA



 

 

 

Sol e areia,

Céu como fundo.

 

Nada existe nesse mundo

Que me divida

Ou me distraia de mim mesma.

 

O deserto aqui fora

Reflete

O deserto aqui dentro.

 

Eu me sento, bem no meio

(Me desculpem se não respondo)

À porta, sob o alpendre.

Aprecio, diariamente,

Inúmeros sóis se erguendo

E se pondo.

 

 



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

OVNIS ou?...

  





OVNIS OU?...

 

Fiquei pasma ao ser acordada por meu marido no sábado à noite. Ele disse: “O que eu vou te mostrar não é fake news.” Era a notícia de que o Canadá, em ação conjunta com os Estados Unidos, tinham derrubado um objeto voador não identificado que estaria “atrapalhando” as comunicações entre voos na região. Eles não sabem do que se trata (não é um balão-espião-metereológico chinês, como o que havia sido abatido anteriormente a este fato) e até agora, niguém tem certeza do que era.

Logo após esta notícia, chegou-me outra de que um novo objeto teria sido abatido em Montana, e à noite, já havia notícias de um terceiro que está sobre a China. Hoje de manhã o Canadá falava de um quarto objeto abatido. Ou seja: há coisas estranhas acontecendo.

 

E eu realmente preferiria que fossem Ets.

 

Porém, acredito que seja algo bem pior, pois assim que saiu a revelação de que foram os Estados Unidos que explodiram Nord Stream, na Rússia, usando mariners que implantaram explosivos que foram remotamente detonados, estes OVNIS começaram a aparecer. Talvez seja um fator de distração para que as pessoas se esqueçam daquilo que eles não querem que seja mais detalhadamente investigado.

 

 

Na verdade, ninguém sabe o que é, e talvez jamais fiquemos sabendo. Se forem objetos vindos de outros planetas, teremos mais um caso Roswell; colocarão panos quentes, afirmarão ser balões meteorológicos, algumas testemunhas desaparecerão do mapa, etc, etc, e ninguém mais falará no assunto diretamente, a não ser quando virar série da Netflix. E se toda essa história estiver sendo inventada pelos Estados Unidos a fim de encobrir alguma caca que eles fizeram recentemente, ou que estão planejando fazer, eles negarão até o fim e ainda sairão como heróis, culpando os russos e os chineses, como sempre.

 

Mas que existe alguma coisa estranha no ar, ah, isso existe! A mainstream media anda se debruçando sobre espirais que surgiram sobre a Noruega e o Havaí recentemente, e embora alguns tenham dito que sejam os satélites do Elon Musk ou mísseis disparados pela Rússia que falharam, dá para todo mundo ver que nada disso é verdade. O que serão as tais espirais no céu? O que serão as luzes verdes, parecidas com laser, que surgiram nos céus havaianos, e que alegaram ser produzidas por um satélite de monitoramento, sendo que a fabricante do satélite já afirmou que ele não emite luzes verdes ao operar?

E será que as autoridades canadenses e americanas se pronunciariam, com direito a NASA e tudo, se nada estivesse acontecendo?

 

E o que significa, pelo amor de Deus, o centro da Terra ter parado de girar?


Ficam as perguntas pairando no ar, como se fossem espirais...

 

E para quem duvida, basta ir ao YouTube ou Google e digitar “OVNIS sobre o Canada e EUA” e “espirais no Havaí” e vocês terão agências de notícias como CNN, UOL, BBC, Bandeirantes, SBT, Globo, etc, noticiando os fatos. Alguns oferecem explicações pueris enquanto outros dizem não ter a menor ideia do que se trata. E os vlogueiros, blogueiros, ‘espiritualistas’ e conspiradores bombam com vídeos sobre Ets, fim do mundo, Bíblia, Ashtar Sheeran, etc.

Prefiro esperar para ver no que vai (ou não vai) dar.

 

 

 

 



terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Da Nuvem


Lembranças e imagens que a nuvem do Google Drive me mandou hoje. Entre essas pessoas, muitas já se foram.

Na primeira foto, estamos na Ilha de Paquetá. Eu tinha, talvez, oito anos - hoje tenho 57. Sou a que está de suéter quadriculado, tomando sorvete, encostada em meu cunhado, que naqueles tempos namorava minha irmã. Casaram-se e têm 3 filhos. Ao lado dele, minha irmã, e ao meu lado, minhas duas outras irmãs mais velhas e meu pai. Atrás de mim, a nossa mãe.

As demais pessoas eram vizinhos ou amigos. Não me lembro de todos.






Minha mãe, sentada com a mão na cabeça; eu, meu cunhado, minha sobrinha Rosane (falecida), minha irmã mais velha e minha outra irmã, perto da cadelinha Susie.


Batizado do meu sobrinho Daniel (hoje com mais de 30 anos de idade). As mesmas pessoas de sempre, a não ser pela Natália, minha sobrinha, irmã do Daniel - a que está no colo da minha irmã. Minha irmã Silvia e meu cunhado foram os padrinhos, e minha mãe, embora ela fosse apenas um pouco mais velha do que eu sou hoje, aparenta mais idade do que eu tenho.



O mesmo batizado. Vemos agora o meu outro cunhado, de barba, o Tiaguinho, meu sobrinho (hoje todas essas crianças têm mais de 30 anos de idade) E de pé à direita, a minha falecida sobrinha - a mesma que aparece bem pequenininha na segunda foto.



Aniversário. Nem me mais lembro quem são algumas dessas crianças.



As fotos nos ajudam a lembrar sobre a passagem do tempo, o quanto essa vida é breve, o quanto todos nós estamos fadados a desaparecer. Na foto abaixo, eu, nos dias atuais, durante o trabalho.

Antes da pandemia...




...depois da pandemia. Décadas em dois anos.


Ficam os bons momentos também, as coisas que valem a pena ser lembradas.

Porém, é incrível a gente perceber o quanto os relacionamentos mudam, as pessoas se afastam, crescem, vão embora, morrem... e isso se chama vida.
Na foto abaixo, meu falecido sobrinho e sua namorada. Ele já estava bastante doente aqui.




A história da nossa família começou aqui.
São meus pais.




E só Deus sabe quando ela terminará.








 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

NEGAÇÃO

 



 

No meio da luz cegante,

Entre os raios longos e brancos,

Existe um pequeno ponto

Negro e redondo, crescendo sempre,

Que quase ninguém enxerga

Ou quer enxergar.


 

Existe uma branca cobra

No ponto mais escuro das alcovas,

E ela passa, sinuosa,

Incisiva, silenciosa,

Por sobre o gramado e as rosas,

E sobre os espinhos

Que ela aprendeu a ignorar.


 

Na nuvem mais branca, existe

Um prenúncio de tempestade,

Um pequeno trovão

Que quer crescer, ser ouvido,

Mas alguém aperta o botão do sol

Para que ele fique mais forte,

A nuvem derreta

E a chuva não caia.

 


Descansam no fundo do mar

Naufrágios antigos,

Segredos escondidos por camadas e camadas

De limo e corais.

Os barcos passam por cima de tudo,

Sem escutarem os gritos

Das sereias abissais.


 

-Nunca, nunca mais!

Que fique sempre encoberto

Tudo aquilo que não deu certo,

As dores, os amores fracassados,

A fome da alma anêmica,

A corrupção sistêmica,

Os sonhos malogrados

Que jazem, natimortos,

No solo do passado.






 




 


 


 


 




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    Há uma palma que não segura, Está vazia de tudo, Cheia de finos fiapos de nada Que esvoaçam entre os dedos.   Há um copo sem lábios, As ...