terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Um de Nós



Um de nós
Estará, antes, 
Fora do alcance
De qualquer abraço.

Um de nós
Andará por esta casa
Achando imensos
Todos os espaços.

Segura no ponta
Do meu casaco
Quando eu passo,
Pois eu olho
E não te vejo,
Procuro,
E não te acho.



domingo, 29 de janeiro de 2017

Correntes & Pragas Online







Há alguns dias recebi comentários em meu blog A Casa & a Alma através de cópias e colagens de uma corrente. A pessoa em questão copiou e colou várias vezes um texto enorme sob meus comentários, dizendo que, caso eu interrompesse a corrente, teria má sorte e doenças. 

Gentilmente pedi a ela que não colasse mais esse tipo de coisa em meus blogs, e ela voltou a fazê-lo. Copiei, fui até o blog da criatura e colei várias vezes para que ela tivesse um gostinho do próprio remédio. Em seguida, bloqueei-a. 

Que coisa feia essa, de ir aos blogs de outras pessoas para desejar-lhes má sorte e doenças, ameaçando-as, caso quebrem uma corrente! Abusam do mau gosto os que agem assim.

Meu santo é forte, não tenho medo de ameaças. E o que eu consegui na vida, não foi através de correntes, macumba ou qualquer meio artificial ou "mágico" de forçar pessoas a gostarem de mim ou fazerem o que eu quero. Se você depende de macumba, feitiço ou correntes a fim de conseguir o que deseja, saiba que está no caminho errado, e jamais vai conseguir nada tentando forçar alguém usando meios artificiais, a fazer o que você quer. Muito menos, desejando o mal e fazendo ameaças às pessoas. 

Criaturinha, vai examinar sua alma. Dá uma olhadinha em volta, e tente ver o que você fez que afastou a pessoa amada. Eu não sou o remédio para seus males, e tenho a estranha mania de quebrar TODAS as correntes ridículas que enviam para mim. E caso me deseje o mal por isso, saiba que tudo o que me deseja voltará para você três vezes mais forte.





sábado, 28 de janeiro de 2017

QUEM








Quem passar pelo meu caminho
E tocar a campainha
Da minha casa esquecida,
Que o faça de boa vontade.

Se não for assim, prossiga,
Tenho o bastante nessa vida
Que me proteja e me guarde.

Já nem falo de saudade,
Pois ela é pedra que bate
No muro, e ricocheteia
Atingindo a minha face.

Se não há reciprocidade,
Passe de olhos bem fechados,
Me esqueça, por piedade.






segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ADOTE UM CÃO OU COMPRE UM. A ESCOLHA É UM DIREITO SEU.


Leona: ganhei de presente de um de meus alunos




Há campanhas para tudo nos dias de hoje. De uma hora para outra, “Somos Todos...” alguma coisa. Alguns dias depois, não somos mais. Mudamos a foto de perfil nas redes sociais para mostrar nosso apoio e nosso repúdio a várias causas diferentes: somos contra/a favor de políticos e partidos políticos, ajudamos a salvar as baleias e as criancinhas com fome na África (mas quando uma criança com fome nos aborda na rua, fazemos cara de paisagem e dizemos: “Hoje eu não tenho...”).  Mas nas redes sociais, é bonito protestar. É bonito defender. Está na moda. 

Hoje, mais uma vez, vou abordar a causa dos cães abandonados e seus protetores. Acho muito bacana proteger animais abandonados; o problema, é quando isto se torna uma obsessão, e o ato de proteger vira acumulação. Daí, quando a pessoa se dá conta de que a responsabilidade que assumiu está muito além das suas forças, ela quer dividi-la com alguém, e tenta fazê-lo incutindo nos outros o sentimento de culpa: “Você tem que adotar um cão!  Não compre, adote!”




Mootley: comprei em uma pet shop. Conheci o criador e chequei sua reputação.



É preciso que nos conscientizemos. Seria muito bom se, ao olhar para um cachorrinho bonitinho, a pessoa pensasse também que esse cachorrinho vai crescer, e vai precisar de assistência veterinária, vacinas, ração, um local para ficar e muito carinho; ele vai precisar de alguém que cuide dele quando nos ausentarmos, e seria muito bom se ele fosse castrado para que não procrie além da nossa capacidade de cuidar dele e de suas crias.  Mas não é o que acontece: as pessoas acham que cachorros são objetos descartáveis, sem sentimentos ou necessidades. Basta abrir o portão de casa... e nos livramos deles! Ou então, se formos bonzinhos, nós os deixaremos no portão de alguém ou amarrado a um poste em frente a uma  pet shop ou clínica veterinária, dizendo: “Não se preocupe! Alguém vai levar você para casa.”

Essas coisas acontecem porque não existem leis severas neste país que punam quem faz isso. A culpa pelos cães abandonados não é dos criadores de cães de raça, mas dos criadores de caso.

É fácil ver fotografias nestas campanhas de adoção mostrando cadelas matrizes macilentas e doentes a fim de demonstrar que cães não devem ser comprados. Algumas vezes, me pergunto se todas aquelas fotografias são, realmente, de cadelas matrizes.  

Mas, se pararmos de comprar os cães de raça que são vendidos pelos criadores, qual será o destino dessas centenas de milhares de animaizinhos? Ah, isso não importa, desde que as pessoas adotem os cães de rua. É a elitização canina! 

E os protetores bradam: “Os cães de pet shops e criadores não precisam de donos, apenas os cães de rua! Que todas as raças caninas sejam extintas, e todos os seus cruéis criadores, presos e proibidos de exercerem seu trabalho! Assim, as pessoas passarão a adotar os cães abandonados que nós recolhemos nas ruas e não temos mais onde colocar.”

E quanto àqueles que abandonaram estes cães nas ruas? Por acaso, se começarmos a adotar todos os cães de rua do mundo, eles vão parar de abandoná-los? Não! Isto acabará incentivando o comportamento destas pessoas cruéis e irresponsáveis! A única maneira de parar ou pelo menos, diminuir isto, é criando leis mais fortes, mexendo nos bolsos delas, e fazendo campanhas de conscientização. 

Todos falam da crueldade de alguns criadores, como se todos eles fossem cruéis, quando na verdade, não é assim. Porém, não falam da crueldade dos abandonadores de cães, que o fazem porque, ou não se importam, ou têm certeza de que os animais serão recolhidos. Falam da crueldade dos criadores de cães de raça, mas não dizem nada sobre a crueldade que acontece em alguns canis públicos e até nos canis de algumas ONGS, onde cães passam fome, adoecem, morrem e comem uns aos outros. Mas isto significa que todas as ONGS são ruins? Não! Assim como não significa que todos os criadores de cães sejam ruins.

É bonito ajudar os animais; é necessário, incontestavelmente necessário. Mas se eu quiser recolher cães de rua, devo entender que a responsabilidade sobre eles é minha. Assim como se eu quiser comprar um cão de raça, a responsabilidade em checar as suas origens também é minha. Temos o direito de fazer escolhas, responsavelmente, sem nos sentirmos culpados.

Quem quer comprar um cão de raça, deve investigar sua origem; deve exigir conhecer os pais, visitar o local de onde ele vem, e checar a reputação do criador. Encontrando alguma irregularidade, contatar a polícia ou a associação protetora.  

Mas enquanto existir no mundo essa névoa de sentimento de culpa pairando sobre todos, e essa mania de achar que, após criarmos problemas, as outras pessoas tem que nos ajudar a resolvê-los, não haverá nenhuma solução. Estamos engatinhando nos degraus da evolução, e sinto que ainda não subimos quase nada. Só começaremos a subir quando nos tornarmos responsáveis pelos nossos atos. 




Meus falecidos Rottweilers, Latifah e Aleph: ela, nós ganhamos; ele, nós compramos de um criador. O rapaz que nos vendeu o Aleph tornou-se nosso amigo e nos visitava de vez em quando para ver o cão.





Amor ou Nada









A escolha
É entre o amor
Ou nada.
Depois do amor,
Diante dele,
A estrada.

Pegadas no chão
Ficam para trás;
E o amor
Vai sempre por dentro,
Em riso 
E lamento,

Mas é amor 
Ou nada.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

AS FLORES SABEM








Os lírios e as dálias
Sabem.
As campânulas, frésias e madressilvas,
As rosas e as margaridas
Sabem.

Está na pétala ainda amarrotada,
No brilho da cor,
No perfume,
No botão.

Está no caule e nas folhas,
Nas raízes,
No seio da terra que nutre,
Nas múltiplas matizes.

Os miosótis e os cravos
Sabem.
As prímulas e manacás da serra
Também sabem.

Está na seiva que corre nos caules,
Nos talos molhados de orvalho,
Na chuva que beija,
No sol que colore,
E quando elas murcham,
E quando elas caem.







PESSOAL, AS FOTOGRAFIAS DE TODOS OS MEUS SEGUIDORES EM TODOS OS MEUS BLOGS, SIMPLESMENTE DESAPARECERAM - NÃO SEI SE VOCÊS CONSEGUEM VISUALIZÁ-LAS. MAIS UM MISTÉRIO DO GOOGLE! TENTEI DE TUDO, MAS NÃO CONSEGUI RESOLVER. ACHO QUE VAI SER MAIS UM DAQUELES PROBLEMAS QUE ACABARÃO SE RESOLVENDO SOZINHOS. 


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

JUSTIÇA PARA QUEM?




O ideal seria que houvesse justiça para todos. Mas o que entendemos de justiça?  O mundo ideal – este paraíso onde todos são uniformizados, que sonham os que pregam a igualdade, a liberdade e a fraternidade – não existe, nunca existiu e jamais existirá.

Como sonhar com um mundo perfeito, onde todos são imperfeitos? 

O que eu tenho visto, é que para a maioria das pessoas, justiça é quando as coisas acontecem da maneira que elas querem – estejam certas ou não. Fala-se muito em direitos hoje em dia, mas ninguém fala em deveres. 

Eu acredito que tem direitos aqueles que cumprem com seus deveres. 

Viver não é fácil, não é brincadeira. Mas mesmo assim, tenho visto histórias de muitas pessoas que começaram suas vidas de maneira difícil, e que apesar de morarem em locais perigosos e violentos, foram capazes de não entrar no mundo do crime, e hoje tem vidas bem melhores. Conseguiram se profissionalizar, trabalham, tem suas casas, suas famílias e criam seus filhos.

É uma pena que se fale em direitos humanos assim que algum criminoso é morto, enquanto milhares de crianças estão, neste exato momento, morrendo de frio nos acampamentos de refugiados da Síria na Europa sem que os senhores dos direitos humanos movam uma palha sequer. Basta ligar a TV, e as imagens adentram nossas casas. E nem seria preciso ir tão longe. 

Quantias são pagas às famílias dos criminosos que estão na prisão, mas nem um centavo é direcionado às famílias daqueles que eles mataram, estupraram ou aleijaram. Isto é justiça? E quanto àqueles que perderam os chefes de suas famílias devido a um assalto?

Os presos tem quatro refeições por dia, direito a banhos de sol, roupas, calçados, visitas íntimas, advogados. Prisão não é hotel cinco estrelas, e quem não quiser ir parar em uma, sabe como não deve proceder. Quem está aqui fora  precisa ‘ralar’ para sobreviver, e não recebe nenhum benefício, a não ser o dos frutos do próprio trabalho, e acho que esta é a coisa certa. 

Se eu fosse escolher a quem ajudar, com certeza, não seria a um bando de assassinos, estupradores, esquartejadores, ladrões, vigaristas e traficantes. Não é meu problema se eles não foram “suficientemente amados” e que por isso acham-se no direito de arrancar das outras pessoas as coisas as quais eles acham que devem receber sem fazerem esforços. Acho que as prisões deveriam ser austeras – ainda mais do que já são – e que os criminosos deveriam ser submetidos a trabalhos em favor da comunidade – construir rodovias, reformar escolas e prédios públicos ou então trabalhar dentro das prisões, fabricando material escolar para crianças carentes. E sem direito a salário. Afinal, eles já nos custam um bom dinheiro.

Infelizmente, estas pessoas que estão nas prisões e que chegam ao ponto de esquartejar companheiros de cela, não tem mais jeito. Não é possível regenerar pessoas assim; mas é possível cuidar da infância e da juventude para que as crianças que estão aí fora não se tornem criminosos. É nelas que o país mais precisa investir, e não na construção de presídios.

E mesmo a imensa quantidade de crianças que estão aí fora não são responsabilidade direta da sociedade que paga seus impostos em dia; não precisamos nos sentir culpados por causa delas, por mais lamentável que seja a sua situação, e por mais que cada um de nós possa dedicar algum tempo a ajudá-las de alguma forma. A culpa é dos pais destas crianças, que agem irresponsavelmente, tendo filhos quando não são capazes de sustentar a si próprios. 

Sou a favor do controle de natalidade, e por isso, já fui chamada de fascista e até mesmo, de nazista; incrível, é que a pessoa que me criticou com palavras tão severas, é totalmente contra o controle de natalidade (cada casal tem o “direito” de ter quantos filhos quiser, ela afirmou) , ma ao mesmo tempo, coloca-se  a favor do aborto.

Se eu deito a cabeça no travesseiro e durmo? É claro que sim. Porque eu procuro agir com responsabilidade. Se cada um de nós fosse responsável pelos próprios atos, o mundo seria bem melhor. Acredito que devemos ajudar as pessoas, mas as pessoas também devem ajudar a si mesmas. Existe sim, muita miséria no mundo – desde que o mundo é mundo – e não me sinto indiferente a ela, mas também não me sinto responsável por ela, e muito menos, culpada.

Não acho certo querer fazer com que as pessoas sintam-se culpadas pelos atos de terceiros a fim de que políticos oportunistas possam empurrar pelas suas gargantas a ideia do socialismo. Este regime não passa de comunismo disfarçado, vontade de poder, um poder que se chegar às mãos de quem o deseja, logo se transformará em tirania. Uma tirania ainda pior do que aquela que tais pessoas clamam combater.

Todo mundo pode ajudar alguém, seja ensinando uma profissão, dedicando um pouco do seu tempo livre para assistir alguém doente, dando um prato de comida a uma pessoa faminta que está na rua, fazendo doações das coisas que não mais necessita e que abarrotam os armários de suas casas, comprando material escolar para crianças carentes, enfim...  e isso nem pode ser chamado de caridade.

Se quisermos ver um mundo diferente, temos que começar conosco mesmos. É em cada um de nós que ele existe e espera. Defender o indefensável não vai melhorar nada. Incutir sentimento de culpa em quem não a tem, muito menos. As pessoas não crescem sentindo culpa ou se achando vítimas da sociedade, mas sendo responsáveis por si mesmas.





segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Não Diga Olá






Não diga Olá, 
Diga adeus,
Pois o momento 
Que temos, é breve,
É breve 
O pouso do olhar,
O eco das palavras,
O cheiro do mar.

Cada toque 
De reconhecimento,
É toque também 
De adeus,
Cada novo amor 
Que nasce,
Já trilha
Desde o começo,
Um caminho 
Até o fim.

Não diga Olá, 
diga adeus,
Pois que a brisa 
Mais suave
Já se torna 
Vendaval,

Pois que o bem 
Que hoje nasce,
Traz em si, 
A cor do mal,

Pois que o riso 
Que hoje trazes,
Há de ser tua maior
E mais pesada tristeza!

Por dentro de toda beleza,
Nasce a frieza,
Nasce o passar
Despercebido
Pelas areias 
Da ampulheta
Que o tempo destila...

Não diga olá, 
Diga adeus,
Pois hoje já não é ontem,
E o amanhã 
Será menos...









domingo, 15 de janeiro de 2017

Escola de Vida







A fantasia era o sonho de um ano,
Costurada com fios de suor,
Ornada com diamantes de lágrimas,
Bordada com pequenas pedras
De preciosas ilusões
Malogradas.

A vida era levada
Unicamente por causa
Daquele único dia, 
Daquela hora tão sonhada
E abençoada
Na qual ela seria aplaudida
E admirada.

E o resto da vida passava,
Deixando confetes e serpentinas espalhados
Por um chão mal varrido
Coberto com as cores desbotadas
Daquilo que ela nem viu,
Do que poderia ter sido...





sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Frases Prontas








A frase estava pronta, 
O pensamento, não.

Passou rapidamente
Pela minha porta,
As letras arranhando
Um significado
Que o meu pensamento
Notou na contra-mão. 

Deixou ir o sentido,
Mas ficou a razão.

A frase estava pronta,
O pensamento, não.





quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Novas Atrações





A moça é apresentadora de um programa culinário para pessoas saudáveis, antenadas e engajadas nas causas sociais. O entrevistado é um suposto ‘chef’ para pessoas saudáveis, antenadas e engajadas nas causas sociais. Juntos, eles preparam um prato vegano para pessoas saudáveis, antenadas e engajadas nas causas sociais.

Enquanto misturam a uma massa cinzenta de inhame dezenas de temperos que parecem anular os sabores uns dos outros (temperos demais podem arrasar com o sabor de um prato), finalizados com uma quantidade tão absurda de pimenta que faria qualquer um ficar vermelho e soltar fogo pelas ventas, eles conversam.

E ela fala do quanto é bom ser saudável. E ele fala de seu projeto em uma favela, a fim de ajudar aos menos favorecidos a aprender uma profissão. Enquanto isso, ambos passam muito tempo rasgando sedas um ao outro, tecendo tantos elogios que as palavras descem pela tela de TV feito doces arabescos, indo aterrissar no piso da sala, que torna-se melado e grudento de tantas palavras doces e olhares rasos d’água de bondade abnegada.

Ao final ambos desfrutam da papa apimentada de inhame, e pela cara que ela faz (apesar do sorriso amarelo) dá para perceber que a gororoba não é tão boa assim. Daí, ela comenta o quanto é bom estar engajada nas causas sociais, e lá se vão mais algumas palavras adocicadas e cheias de calda de caramelo diet. Ele diz:

“maravilhosa é você!” E ela: “Não, você é mais maravilhoso!”  E arremata: “Ah, como é boa essa sensação de que estamos ajudando os menos favorecidos através do nosso talento!” E quase dá para o espectador enxergar os anjinhos estilo rococó que voam e revoam em volta deles.

Para finalizar, ele oferece a ela um pote de geleia vegana para pessoas saudáveis, antenadas e engajadas nas causas sociais preparada por um de seus alunos; ela faz questão: “Vou provar agora mesmo!” E enquanto as letrinhas dos créditos do programa começam a passar, ela pega uma boa colherada da gororoba e põe sobre um pão que ela mesma fez, mas que acabou virando biscoito, e manda pra dentro. Ela mastiga durante algum tempo. Dá para ver os olhos dela lacrimejarem. Ele indaga: “E então, o que achou?” E ela responde: “Hum... é... é... picante!” e ele cai na gargalhada.

Eu também.





terça-feira, 3 de janeiro de 2017

MASSACRES COTIDIANOS






Noite De ano novo. Em Campinas, a família comemora a passagem, todos unidos, e nem sequer suspeitam do que está para acontecer: o ex-marido invade a festa, e munido de arma de fogo, mata doze pessoas da família – inclusive a ex-mulher e o próprio filho. Ninguém pode negar o absurdo do que houve, nem encontrar justificativas para o assassino – que matou-se logo depois de cometer os crimes. 

Mas é claro que não é bem assim.

Ao trocar de canal, passei por uma emissora de notícias na TV a cabo e vi uma dessas esquerdinhas socialistas lamentando a morte... do bandido! Cheia de autoridade, ela declarava que toda história tem dois lados, e que “Infelizmente, não seria mais possível ouvir o lado dele.”  Como se para o que ele fez, houvesse algum tipo de justificativa. Então é assim: todo casal que briga na justiça pela guarda de um filho, deve trucidar as famílias uns dos outros, e aos próprios filhos! Ainda mais quando a justiça afastou o pai, condenando-o a visitas monitoradas por suspeita de abuso sexual à criança. Mesmo assim, a socióloga/psicóloga/defensora dos fracos e oprimidos que nunca receberam amor suficiente, defendia o direito do pai ver a criança até que a acusação de abuso fosse provada definitivamente. Pensei que, em casos de suspeita de abuso, a primeira medida a ser tomada fosse proteger a criança, e não o acusado...

Em São Paulo, o vendedor ambulante conhecido como Índio foi covardemente espancado até a morte ao defender dois gays de dois valentões. Ao serem presos, os dois ‘anjinhos’ diziam que não eram pessoas violentas, apenas perderam a cabeça. E é lógico, há advogados e socialistas de esquerda para defende-los. Os “Direitos Humanos” existem para isso.

Em uma prisão no Amazonas, uma rebelião de presos causada por uma briga entre facções termina com a morte de pelo menos 60 anjinhos e a fuga de outros 87. Lamento pelas famílias destes, mas por eles, de jeito nenhum. Porém, como era de se esperar, já tem gente defendendo os bandidos. Mas quando os 87 que escaparam começarem a matar, estuprar e roubar, ninguém estará lá para defender as suas vítimas. 

Eu acho que prisioneiros tem que trabalhar. Com correntes e bolas de ferro nos pés, tolerância zero e vigilância cerrada, deveriam construir estradas e escolas, trabalhar em lavouras, reformar prédios públicos e quebrar pedras, pagando, desta forma, pela sua ‘estadia’ nas prisões. Ao invés de receberem auxílio cárcere, as famílias dos presos deveriam pagar mensalidades para ajudar a manter seus parentes nas prisões. Caso não pudessem, deveriam ceder algumas horas de suas vidas para executar trabalhos comunitários; afinal, a culpa de seus pimpolhos não terem sido suficientemente educados ou amados, também é deles.
Acho um absurdo que, no mundo moderninho de hoje, as mesmas pessoas que defendem o aborto,  lutam pelos “Direitos humanos” de assassinos, estupradores, serial killers e traficantes. O argumento principal de defesa ao aborto, é: “Sou dona do meu corpo.”

E quem são os donos dos corpos das centenas de pessoas que são assassinadas todos os dias por esses anjinhos mal compreendidos?

 E se fosse a sua filha, a sua mãe, a sua esposa, ou um dos seus irmãos? E se fosse seu melhor amigo?

E se fosse você?





É QUE ÀS VEZES, O ADEUS PESA...

Não, não pude olhar para trás,  Atravessar aquela rua, Ir ao pé da tua janela E me despedir. Não, eu  não pude hes...