xmas

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domingo, 31 de dezembro de 2017




ELLE 

Diretor: Paul Verhoeven
Com: Isabelle Ruppert, Laurent Lafitte, Anne Consigny e outros.
Lançamento: 17/11/2016
Gênero: suspense
Sonny Pictures
Nacionalidade: Franco-alemã


Premiado com o César em 2016 nas categorias melhor filme e melhor atriz (Isabelle Ruppert)

Michèle Leblanc, brilhantemente interpretada por Isabelle Ruppert, é um caso a se pensar. E pensar muito! Ela é o tipo de pessoa que adoramos ver em um filme, mas que raramente suportaríamos ter em nosso círculo de amigos (ou de inimigos) na vida real.

Ela é um poço de controvérias: extremamente moralista em relação à mãe, mas dorme com o marido de sua melhor amiga e sócia; sofre um estupro dentro da própria casa, mas ao invés de reportar o caso à polícia, torna-se amante de seu estuprador; não quer mais saber do ex-marido, embora sejam amigos, mas morre de ciúmes de sua atual namorada. Michèlle Leblanc, cujo pai está na prisão há quase 30 anos por ter matado em uma só noite 27 pessoas, seis cachorros e dois gatos (mas estranhamente, poupando um hamster) traz na veia algumas gotas de maldade. Herança genética?

Apesar de estar classificado sob a categoria “suspense,” o filme Elle me fez rir muitas vezes. Porque o bizarro surpreende, distrai, enfim, o filme é uma viagem de mais de duas horas pela vida de uma personagem egocêntrica que tem certeza que o mundo gira em sua volta – e ele gira, na verdade. Ninguém pode prever qual será a atitude dela diante dos fatos que se desenrolam. Quando esperamos por uma determinada reação, ela dá a volta e faz  coisa totalmente diferente. Implacável diante das pessoas de quem ela não gosta, Michèle é capaz de humilhá-las da maneira mais sutil, de modo que só elas mesmas possam perceber, enquanto os demais estão distraídos e totalmente envolvidos pela sua personalidade forte, extremamente sexy e absorvente. Cenas que nos fazem gargalhar, mas apenas quando as presenciamos através de uma tela. Pessoas como Michèle, na vida real, são intoleráveis.

A cena da festa de natal vale ser vista mais de uma vez. O filme todo merece ser assistido mais de uma vez – e eu o fiz duas vezes, dois dias seguidos. Não é muito fácil rever, logo no dia seguinte, um filme que tem mais de duas horas de duração. Na verdade, isso nunca me aconteceu antes. Mas existe alguma coisa em Michèle que nos atrai e nos repudia com a mesma força. É possível adorá-la em uma cena e odiá-la cinco minutos depois. Quando o filme terminou, eu fiquei olhando para a tela, lendo os créditos, ainda tentando entender o que eu tinha acabado de assistir. A história é uma mistura de encantamento, indignação, surpresa, raiva, e muitas, muitas gargalhadas.

O final é impactante. Mais impactante ainda, é a postura de Michèle diante do que acontece. E é claro, no fim de cada história, ela sempre consegue afirmar seu fascínio sobre as outras pessoas, não importa o que ela faça. Embora não tenha estudado psicologia, pude sentir ali alguns traços de psicopatia, alternados e emaranhados a sentimentos de ternura bizarros – ou dissimulados?

Um filme imperdível, embora esta frase seja um clichè. 







Quicksand





Your words drop into my ears
One 
By
One
Like in quicksand,
Sink in the silence
Of my own lack of words.

I don't know what else to say,
I've run out of options
I've become creatively numb.

If only I had a word
That could fit into your needs
And fill in your craving for answers
Which can't be found
In the depths of your own
Quicksand...










quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Textos Longos / Textos Curtos



Pela segunda vez, fui questionada em meu blog "Histórias" sobre a extensão de meus textos. O "Histórias" é um blog de contos e novelas, no qual eu exerço a minha criatividade mais do que em qualquer outro espaço. Os personagens de minhas histórias e contos vão surgindo, e eu lhes cedo um lugar na minha sala e converso com eles. Não seria educado limitar o que eles me dizem.

Se os contos são bons ou não, não cabe a mim julgar. Eu os escrevo conforme me surgem, e não me preocupo em demasia com a gramática e sequer faço algum tipo de revisão. Eles são postados como me surgem. E acho que este é o objetivo de um exercício criativo: exercer a criatividade livremente.

Não sou uma escritora - poderia considerar-me como tal caso eu escrevesse sob o selo de alguma editora que financiasse meus escritos, ou se eu os vendesse de alguma forma. Tenho livros publicados pela amazon.com.br, em formato e-book, que eu mesma escrevi, editei e postei, e eles não vendem o suficiente para me garantirem um salário mínimo mensalmente. Se um dia isso acontecer, será maravilhoso, embora não seja este o meu principal objetivo. Eu adoro escrever e ser lida, mas a primeira parte é bem mais importante do que a segunda.

Agradeço pelas críticas e sugestões - desde que elas se dirijam ao que eu escrevo, e não à minha pessoa, pois não admito ser julgada por estranhos que não sabem da ponta do ice-berg de minha vida - mas continuarei escrevendo e postando as minhas histórias da mesma forma como venho fazendo. Não é meu objetivo ficar famosa, pois sequer tenho talento para tal, e eu sei muito bem o quão difícil é tornar-se um escritor em um país onde as pessoas preferem escutar a nova música da Anitta (alguns consideram esse tipo de música como manifestação cultural, e eu não vou discutir este mérito aqui) a lerem algum tipo de  livro. 

Quando eu abro um texto em um blog (e infelizmente, não tenho tido muito tempo ultimamente) o que me prende e me encanta não é a extensão do mesmo, mas a forma como a escrita me cativa, seja ela curta ou longa. Às vezes, alguns poemas curtos me desviam a atenção após o segundo ou terceiro verso, enquanto artigos longos me prendem até o final e me trazem muitas reflexões. Depende da qualidade do escrito, e não do quão curto ou fácil de ler ele é, pois um bom leitor não procura apenas por textos curtos e consumíveis que lhe tragam reciprocidade nos comentários, mesmo que os comentários postados sejam de alguém que sequer leu o que estava escrito, mas também busca por reciprocidade. O bom leitor procura por bons textos; algo que lhe cative a atenção e traga reflexões, encante, escandalize, enfim, provoque algum tipo de REAÇÃO. Um texto que me deixe apática não vale a pena ser lido.

Assim, mais uma vez, quero deixar bem claro que, apesar de me sentir agradecida e lisonjeada com as leituras e comentários que recebo, escrever é muito mais importante do que isso para mim.

Por outro lado, uma de minhas histórias foi recomendada por uma professora de ensino médio aos seus alunos, que leram, comentaram e até sugeriram um final diferente, pois o personagem principal morre no final; uma segunda me rendeu uma mensagem carinhosa em meu Instagram de um adolescente que dizia acompanhar meu blog e ser meu fã. Um de meus contos foi classificado em primeiro lugar em um concurso promovido pelo blog Gândavos. Talvez isto possa significar que o que eu escrevo tem algum valor. Para mim, é o suficiente.



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

COISA RARA











Sol que passa sobre o mundo,

Sobre as flores do jardim

Da minha casa,

E beija tudo devagar,

Em silêncio,

Em asas de borboletas 

Que cintilam.




Vento que passa sobre o mundo,

Atravessa o muro alto

Da minha casa,

Soprando perfumes e penas

Que os pássaros soltam no ar,

Sementes esvoaçantes

Que buscam um solo fértil

Onde pousar.




Chuva cristalina

Que as nuvens deixam cair dos olhos

Lacrimosos

Sobre os fios verdes do gramado,

Sobre os rostos das flores,

E copas de árvores,

Trazendo a vida assim, suavemente.




Coisa rara,

Essa paisagem tão pequena

Que me entra pelos olhos todos os dias,

Esse pedacinho de mundo

Que me cabe e me absorve,

Me protegendo e guardando

Enquanto eu apenas existo,

E resisto

Aqui dentro...




. . . . . . . . . . . . 



Que o Natal de todos vocês seja feito de coisas belas e raras a serem apreciadas.



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O que Tem na Sua Playlist? Uma Interação







Inspirada por um comentário de paulo Bratz a um de meus posts, que fala sobre um aparelho de som que comprei na Black Friday, decidi escrever esta pequena crônica. 

Me diz aí: o que tem na sua playlist? Como você ouve música hoje em dia?

Bem, ainda tenho meus velhos bolachões, que ouço com certa frequência. Guardo-os desde os tempos de adolescente, quando comecei a colecioná-los, e ali tem de tudo: Supertramp, Queen, temas de novelas, coletâneas românticas, Rock pesado, Rod Stewart, Taiguara, Barbra Streisand, clássicos, enfim, uma verdadeira parafernália de estilos. O mesmo eu posso dizer sobre meus CDs, que eu também escuto frequentemente, e tenho uma coleção maior ainda deles. 

Tenho também alguns pendrives totalmente ecléticos - a maioria das músicas eu baixei no 4shared, que era um site que disponibilizava para baixar grátis, e que hoje está bem diferente e cheio de vírus, infelizmente. Devo ter mais de dois mil títulos daquele site. Bons tempos...

Também tenho minhas playlists no Spotify, pois não sou boba nem nada e gosto de acompanhar a evolução. Ali, escuto de tudo, desde as músicas antigas que adoro - lá encontro todas elas - até as mais modernas, que gosto de preparar para usar nas minhas aulas de inglês com os meus alunos. O que ouço por lá? Principalmente, Ed Sheeran, por quem tenho paixão, Scorpions, o velho Rick Wakeman (lembram?), Queen, Beatles, Diana Krall, Frank Sinatra, Tony Bennett, P.O.D, James Blunt, Tom Odel, que foi uma feliz descoberta (o álbum "Piano" é sensacional), 20 Seconds to Mars, Lukas Graham (absolutamente inspirador, põe qualquer um 'pra cima'), Michael Bublé, Damien Rice, The Lumineers, Keane, Metalica, Lana Del Rey (adoro), Cake (anos 80, mas excelente), músicas dos anos 60, 70, 80 e 90, e pouquíssima MPB, que fica restrita a algumas canções da bossa nova e alguns poucos cantores selecionados, nenhum deles da atualidade. 

Mas fico aguardando as respostas de vocês às perguntas acima:

-Como você ouve música hoje?


- O que tem na sua playlist?


-Qual a sua canção preferida, e por que?







terça-feira, 12 de dezembro de 2017

IDADE







UMA BRINCADEIRA - MAS UMA BRINCADEIRA SÉRIA!



IDADE


A idade  tocou-me no ombro, 
Perguntando: “Quem é você?”
Tentei fingir que não vi,
Mas ela me segue por aí,
Todo dia, desde então.

Senta-se comigo na sala,
À noite, em frente à TV,
E se a olho, me pergunta
De novo: “Quem é você?”

Bocejo, estico meus membros
Que estalam, sem querer
Diante do espelho, eu me penso,
Pergunto-me: “Quem é você?”

Debaixo da pele, ainda dorme
Um pouco da juventude,
Que desperta, brevemente, 
Se sorrio, de repente...

A idade me segue em silêncio,
E aos poucos, se apoia em meus ombros,
Faz pesar o meu andar,
Faz doer os meus joelhos...

-Quem falou em “Melhor idade”,
Não sabia o que estava dizendo.



PS: se você estiver me seguindo e eu não estiver seguindo você, favor puxar minha orelha. É a idade.






segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Conformismo










“Não É bem o que eu imaginava, ou o que me prometeram, mas está bom.”
Quantas e quantas vezes nos pegamos pronunciando frases com conteúdos parecidos ao longo de nossas vidas?  

Alguém se ergue e diz: “Não, não está bom, é muito menos do que merecemos e do que nos prometeram!”  Sob as pedradas dos conformados, essas vozes são criticadas, pisoteadas e esquecidas. Afinal, nós somos os “reclamões,” os que só apontam e nada fazem. Nós somos aqueles que são chamados de ingratos, detalhistas, infelizes, críticos. Porque “se não está como foi prometido,” clamam os conformados, “pelo menos, alguém fez alguma coisa.” 

 Alguém que foi pago para ter feito bem melhor, e que ocupa um cargo que lhe dá poder para tal.
Nos esquecemos de que pagamos impostos para que as coisas sejam bem feitas. Nos esquecemos de que, ao reagirmos de forma tão complacente a cada coisa que nos empurram pela garganta, e ainda por cima, agradecendo pelo mínimo possível, estamos incentivando esse tipo de desserviço. Vivemos em um belo país, com um clima maravilhoso, riquezas inúmeras, potencial imensurável, e mesmo assim, nada parece sair do lugar. 

Porque não somos patriotas. Nós nos contentamos com menos, somos um povo conformado e simplório. É como se nos sentássemos à mesa de um restaurante caro – por cuja refeição pagamos uma alta conta – e aceitássemos contentes um prato que além de não ter sido o que escolhemos,  tem um péssimo sabor. 

Nós não valorizamos o lugar onde vivemos. Nós não nos valorizamos.

Andamos hipnotizados por entre luzes que pouco ou nada iluminam, e deixamos que nossas retinas sejam contaminadas por essa luz de brilho falso, tornando-nos cegos para todo o resto. 

Mas está tudo bem: pelo menos, alguém fez alguma coisa. Mesmo que tenha sido bem menos do que nos prometeram, e muito menos ainda do que o que merecemos. 

Comamos a nossa lauta refeição estragada, sem nos esquecermos de agradecer efusivamente por ela. 





sábado, 9 de dezembro de 2017

Cibernética













A tela devora os olhos,
Devora o tempo,
Devora a vida.

Imagens planas
Substituem
Imagens tridimensionais.

E tudo passa,
Diante dos olhos,
E não se prende
Na memória....

A vida
(Ou o que ela deveria ter sido)
Vai-se embora
No trem do Nunca Mais.






segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sobre Taís e Titi








Há pouco tempo, li nas redes sociais declarações sobre a atriz Taís Araújo, que recentemente deu uma palestra sobre racismo na TED. Fui pega pela armadilha dos que afirmavam que a atriz teria dito que as pessoas atravessam a rua quando veem o filho dela na calçada. É claro que achei tal afirmação um absurdo, já que o que realmente existe no Brasil não é preconceito de cor, mas de classe social. Porém, a história não foi bem assim: na verdade, o que ela afirmou foi descontextualizado. Ela disse que não gostaria que, no futuro, as pessoas mudassem de calçada quando vissem o seu filho.
Sinal de que o racismo é grande no Brasil? Bem, não posso dizer que ele não exista; mas penso que a atriz foi vítima não de racismo, mas de calúnia – o grande mal do século que pulula nas redes sociais. 


Quanto a Titi – filha de atores famosos – uma pretensa socialite que vive fora do Brasil gravou um vídeo dizendo coisas sobre a criança que nem valem a pena serem repetidas aqui. Mas estranhei muito o fato desta socialite parecer ser, ela mesma, de origem negra, apesar das aparentes operações plásticas que afinaram seu nariz e de sua síndrome de Michael Jackson, e também estranhei o fato de que a tal mulher nem sequer sabe falar corretamente, cometendo muitos erros de português. Socialite semianalfabeta? Para mim, ela parece uma pessoa ‘montada’, falsa, criada por alguma fábrica de celebridades de terceira classe para um fim definido. Fiquei pensando que uma pessoa normal, nos dias de hoje, não faria tais afirmações racistas em uma rede social se tivesse um pouquinho de bom senso, o que me leva a desconfiar de que ela seja apenas louca – se não estiver sendo paga para fazer tais coisas.


Apesar do racismo ser real não só no Brasil como no mundo, existem exageros da parte dos negros, assim como existem exageros da parte de feministas quanto a suas causas. Vivemos em uma época de exageros, calúnias e hipocrisias. Vivemos em um país onde as pessoas atravessam a rua ao verem um negro se aproximando, mas isso só acontece se ele estiver sujo ou humildemente vestido; caso esteja usando um terno elegante ou roupas de marca, isso não acontece. E tais preconceitos ocorrem em todos lados: dos brancos contra os negros, dos negros contra os brancos, dos brancos contra os brancos e dos negros contra os negros.


Por isso, acho que o racismo é um problema, mas não o maior deles. Os maiores problemas são a hipocrisia, a calúnia, a vitimização, o preconceito de classe e a intolerância geral.








Texto publicado no Recanto das Letras. 


Comentário sobre o comentário de um amigo do recanto, que é negro:



O comentário dele:


O Deputado Federal Jair Bolsonaro fala que o Brasil deve ser um todo. Ele não aceita grupos chamados de minorias, acredita que tudo é Brasil. Na percepção de um Presidente da Republica, em minha opinião, ele esta totalmente correto, entretanto um indivíduo caminha pela realidade social enfrentando o pior dos inimigos: o seu próprio e o outro eu. Como exemplo posso dizer que na década de 70, quando olhei no espelho e me vi como negro, foi quando uma pessoa me falou que o seu pai tinha lhe recomendado que se afastasse de negros, pois todos tinham vindo da favela e que eram má influencia. Má influencia realmente esta por ai, com vendedores de drogas, cafetões, recrutadores para a criminalidade e muitas outras formas de educação para o mau. Bem, naquele momento percebi que eu tinha algo de errado para o mundo, afinal eu era um negro. Divorciado, ali por volta de 2000, minha ex me perguntou o que faria com um problema de meu filho. Ele estava com seis anos e fora colocado em isolamento pela professora, definitivamente ela associou com Discriminação e o garoto se sentiu isolado e teve a percepção que tinha algo errado em ser mulato, eu falei para ela que era apenas o começo. Um indivíduo com poder pode perturbar na criação de uma criança. Garanto a você que a minha personalidade e autoestima foi perturbada assim como a do meu filho. Esta realidade não é falada. Nem mesmo de pessoas brancas, muito pobres que até esmolam e falam que pelo menos são brancas. Este conhecimento não chega a pessoas boas, Brancas de boa índole. Mas chega todos os dias, sem faltar um dia, para pessoas negras. É o nosso conhecido inconsciente coletivo. Fazer o que? Mas é certo que a pessoa sendo branca, amarela, negra e etc não determina o seu caráter.Belo texto para se comentar ... Grato.


O meu:


Antonio, compreendi seu comentário e concordo com você, o preconceito existe sim - e eu não me atreveria a negar este fato. Porém, embora eu ache que as pessoas que praticam o preconceito não deveriam fazê-lo e que deveriam ser punidas por isso, penso que quem o sofre tem o direito de se defender como acha que deve - se for realmente um caso de preconceito, porque muitas vezes, nem é - e seguir em frente, sendo feliz.|O problema, é seguir em frente e ser feliz. A gente absorve demais o que dizem de ruim a nosso respeito, e não deveria ser assim. Por que eu disse "Às vezes não é preconceito?" Porque hoje em dia, se eu disser que não gosto de um determinado cantor ou ator negro, corro o risco de ser acusada de preconceituosa, mesmo me referindo à obra, e não ao autor. Existe muito mimimi sim. E mais mimimi do que preconceito. A Taís, por exemplo, é rica, famosa, linda, bem sucedida e jovem. Não acredito que ela sofra preconceito - pode ser até que alguém se refira a ela de maneira depreciativa por inveja ou despeito, mas não por preconceito. Eu sou branca, e já passei por coisas terríveis com bullying e preconceito de classe, e olha que eu era bonita! Mas não era rica. Este era o ponto principal. O marido da Taís, para mim, é um homem feio; não por ele ser negro, mas porque eu olho para ele e acho-o, segundo meus padrões de beleza, um cara feio pra caramba. E as mulheres todas acham-no lindo. Porque ele é negro? Não; porque ele é rico. Eu achava o Michael Jackson lindo, mas quando ele começou a fazer tratamentos e plásticas para ficar branco, tornou-se uma aberração. E ele nem precisava daquilo, pois tinha talento! Era um preconceito que vinha dele contra si mesmo. Ele nunca aceitou a própria cor. Lamento profundamente que exista preconceito, mas existem outras formas de lidar com ele a não ser vitimizar-se e expor uma criança pequena em rede social para se promover. Que eles acionassem a justiça, mas poderia tê-lo feito sem expor ainda mais a menina.




"WHY DON'T WE?"

Lula Livre?

Lula Livre? Gostaria de dizer o que me incomoda nesta frase. Não é bem a liberdade de Lula, mas a maneira como ela foi co...