sábado, 31 de outubro de 2015

Perturbadoramente Periclitante!







Tenho visitado alguns blogs ultimamente - todos muito bons - e logo que eles são abertos, uma estação de rádio começa a berrar propagandas a todo pulmão então  tocar músicas irritantes - funks, axés e outros estilos. Não consigo me concentrar na leitura.

Hoje de manhã aconteceu a mesma coisa, e fiquei me perguntando se as pessoas que administram estes blogs sabem do ocorrido ou se é algum tipo de bug.

Por favor, se alguém passar por esta situação em algum dos meus blogs, me notifiquem!


Obrigada, e bom final de semana.









sexta-feira, 30 de outubro de 2015

ALÉM








Eu olho através de ti,
Para muito além das memórias
Entre aquilo que tu fostes
E o que não és mais agora.

Eu ouço além do teu grito
No que a voz sufoca e cala
E morre assim, ressequido
Entre o silêncio e a fala.

Eu choro com olhos secos
Afogando a tua ausência
Me perdendo em teus degredos
Em busca da tua essência.

Escrevo um poema tosco
E nas linhas, não te encontro,
Pois moras além de tudo
Que eu toco, sinto e canto.





segunda-feira, 26 de outubro de 2015

PRA NÃO DIZER







Pra não dizer que saí de repente,
Deixei um beijo no meu guardanapo,
Um sorriso preso no teu espelho,
E um adeus dentro do teu copo.


Eu sinto muito, mas eu não posso
Caber inteira em teu recipiente,
Às vezes frio, às vezes quente,
Que não comporta meus destemperos.


E minha flor não desabrochada
Secava aos poucos no teu alpendre,
Murchava mais e mais cada dia,
Desperdiçando suas sementes.


E minha vida, assim, malcuidada,
Sugava o pó das tuas vertentes,
Já não podia seguir em frente
Abrindo mão da minha jornada...


Convido a todos para conhecerem e seguirem meu novo blog. Ele é todo escrito em inglês, mas o tradutor está disponível ao final da postagem.


FROM MY WINDOW


O link:







sexta-feira, 23 de outubro de 2015






A solidão não me assusta,
O silêncio me agrada.
Ouço o farfalhar das folhas
E junto aos pés, os sussurros
De mil vidas tão pequenas
Entre as lâminas da grama.
Não posso sentir-me só
No solo de minha amada!

A escuridão me oferece
Milhões de estrelas à escolha!
E a luz do sol que me banha
Não me deixa desistir
Quando o medo me sorri.
-Não há nada que me tolha!
Não posso sentir-me só
No solo de minha amada!

Como eu poderia ousar
Sentir-me desamparada
Se em mim está meu destino
E as estradas, e as chegadas?
Não posso dizer-me só
No solo da minha Terra,
Minha terra, minha amada...

Minha casa me acolhe,
Banhando-me em suas águas,
Vestindo-me com suas folhas
Encantando meus olhares
Com miríades de cores,
E suas flores perfumadas!
Não posso sentir-me só 
No solo de minha amada!

Como posso querer mais
Do que ela me oferece?
Se é ela que me abraça,
Me acalenta e me aquece?
Não posso dizer-me só
No solo da minha mãe,
Minha Terra, minha amada!

E um eu dia, serei toda
Por minha mãe, abraçada,
E o que sou tornar-se-há
O que ela mesma já é.
Minha crença, minha fé,
Não me deixam desgarrada,
Não posso sentir-me só
No solo da minha amada!








quarta-feira, 21 de outubro de 2015

CULPA




Um dos sentimentos que mais puxam uma pessoa para trás e para baixo, é a culpa. Às vezes a gente tenta ajudar alguém, ou então, chegar a um objetivo, e não consegue. Quem sabe, alguém tente nos influenciar para que nos sintamos culpados em relação a eles, a fim de obterem de nós aquilo que desejam que façamos por eles - poupando-lhes o trabalho de fazerem eles mesmos. É fácil manipular alguém através da culpa; basta pedir-lhes um favor e ter o pedido negado, e daí começam as cobranças, os olhares sentidos, as acusações: "Pensei que poderia contar com você," ou "Tudo bem se você não quer me ajudar..." Mas o que a gente às vezes não percebe, é que pessoas assim não passam de vampiros. Acomodados, acreditam-se vítimas do mundo ou da sociedade, achando sempre que alguém lhes deve alguma coisa. Tipo de relação doentia, que pode dar-se entre pais e filhos, marido e mulher, amigos, colegas de trabalho.

Os eternos 'coitadinhos' são, na verdade, pessoas fortes e manipuladoras, que sentem a fragilidade do outro, ou a sua bondade, e a usam contra ele. E quanto mais culpa eles conseguirem incutir naquele a quem estão sugando, fazendo com que estes sintam-se responsáveis por eles, mais doentia e monopolizadora vai se tornando a relação. Daqui a pouco, não existem mais duas pessoas, e sim, a fera e a comida da qual ela se alimenta.

E quando alguém pergunta o porquê daquilo tudo, o que está sendo manipulado alega que é tarde demais para recomeçar a vida, ou então demonstra sentir pena da pessoa que o vampiriza. O que acontece, é que pessoas que permitem que os outros as tratem desta forma, tem baixa auto estima.  Acho que elas precisam se olhar no espelho, fazer um inventário das suas qualidades e sucessos, definir um novo plano para suas vidas e livrar-se destes parasitas de uma vez por todas.  

Já vi pessoas que tentaram fazer isso, mas que voltaram a conviver com seus parasitas após algum tempo, devido a insistência destes em bater às suas portas chorando, implorando e jurando que vão mudar. E assim que as portas foram novamente abertas e eles cruzaram o alpendre, os abusos recomeçaram. 

Estas pessoas não precisam de perdão, nem de alguém que as ajudem. Elas precisam ser deixadas do lado de fora, totalmente sozinhas e aos seus próprios cuidados, até que aprendam a fazer algo por elas mesmas. 

Há muitos anos, trabalhei em uma loja na qual havia um cliente muito assíduo, um senhor que bebia muito e tornava-se um problema para sua família. Era uma loja de artigos caros finos, e ele era cliente porque a família pagava por suas roupas. Sabíamos daquilo porque ele conhecia os vendedores e era amigo pessoal de um deles. Ele tinha uma filha que fazia tudo por ele, e que ia buscá-lo na sarjeta quando ele entrava em coma ou criava problemas com alguém por estar bêbado. A vida da família era um verdadeiro inferno. 

Um dia, ele sumiu. Ficamos muito tempo sem ter notícias dele, até que um dia, um dos vendedores chegou na loja dizendo que o vira na rua, deitado na calçada, todo sujo, roupas rasgadas e completamente bêbado. Aqueles avistamentos tornaram-se comuns. Ele às vezes aparecia para pedir dinheiro a fim de beber mais. 

E novamente, ele sumiu. Mais uma vez, ficamos sem ter notícias dele durante algum tempo, até que ele entrou pela loja, bem vestido, limpo e penteado. Contou-nos que a melhor coisa que acontecera em sua vida, foi quando sua filha o expulsou de casa, deixando-o sem dinheiro, sem abrigo e totalmente só. Ele foi até o fundo do poço, e não havia ninguém para resgatá-lo, perdoar suas ofensas, ou justificá-las através do fato de ele ser uma pessoa doente, um coitado que precisava de amor, ajuda e compreensão. Na rua, ele aprendeu a erguer-se sozinho, enxergando-se como realmente era, e foi procurar ajuda para o seu problema. Ele viu que não haveria mais parceiros para o jogo que ele jogou a vida inteira, e que ele perdera a final. 

A culpa que a família sentia em relação a ele estava fazendo com que ele se acomodasse e os vampirizasse cada vez mais, agravando seu problema e destruindo o relacionamento entre eles. Ninguém deve sentir-se culpado em relação a pessoas assim. Todo mundo faz o melhor que pode, mesmo que este melhor não seja o bastante. E se temos uma vida para viver, eu creio que a nossa primeira e maior responsabilidade é conosco mesmos.





segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A Inveja







Do meu novo blog, "From my Window:"


 
Envy


Envy is a like a dull knife:
It cuts through its victim's flesh
Without any care,
So that after the job is done
Nothing will be left in a good state.

Neither to the victim
Nor to the torturer.


Tradução:

A inveja é como uma faca cega:
Ela corta através da carne de sua vítima
Sem nenhum cuidado,
De modo que depois que o trabalho é feito,
Nada seja deixado em bom estado.

Nem para a vítima
Nem para o algoz.



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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ÁGUA




Água boa, de mina

Limpa, cristalina

Que desce, em sussurros

Por entre as pedras

Lá na mata,

Sobre o limo,

Entre as folhas,

Sob as asas...




Água cheia de vida,

Gotas cheias de luz

Que cintilam ao sol

E refletem o céu,

E se jogam

Por inteiro

Nas cascatas...




Água purificada

Onde moram Ondinas

Sereias e Iaras

E botos rosados

Peixes falantes

De corpo nacarado

Que atraem

E afogam

Meus olhares...




Água, venha pelos canos,

Saia na minha torneira,

Encha copos e cântaros,

E escorra no alpendre

De minha casa,

No telhado

De duas águas...




...E um convite: conheçam meu novo blog, todo em inglês, para quem gosta de treinar a língua inglesa lendo poemas e - daqui a pouco - crônicas...


http://anawindown.blogspot.com



terça-feira, 13 de outubro de 2015

O Tempo









O tempo

É o trem,
Os trilhos,
A paisagem,
A janela,
A viagem,
O vagão,
A passagem.

O tempo

É o passageiro,
O maquinista,
O bilheteiro,
O apito,
A fumaça,
A estação,
A partida.

O tempo

É a chegada,
O adeus,
A lágrima,
O aceno,
A esperança,
O vazio,
O nada.








sábado, 10 de outubro de 2015

EU E A ESPERANÇA





Passamos a noite abraçadas,
Eu e a esperança.
Carinhosamente,
Ela moveu seus dedos
Entre meus cabelos,
Para que meu sono fosse leve.

Ao despertar,
Compreendi minha solidão,
Pois a esperança
É uma trança frouxa
Que se desmancha ao amanhecer.




terça-feira, 6 de outubro de 2015

Tu És Meu Brilho










Tu és  meu brilho,
Meu estribilho
Nesta canção...
Na noite escura
De solidão
Tu te estendes,
Em meu caminho,
Pois és meu trilho.

És minha luz
Quando escureço,
Brilhando firme
Sobre o rochedo,
És meu abrigo
E proteção
Contra o mau tempo,
Quando eu me entrego
À  ilusão.

Tu és a rota
Segura e firme,
O meu farol
No mar bravio.
Se tenho medo,
Me apascentas,
Digno e calmo
Em teu rochedo.

Tu és meu brilho,
Meu estribilho,
O meu amor,
Minha lição...


Convido você para conhecer meu novo blog!



http://anawindown.blogspot.com




sábado, 3 de outubro de 2015

LUA SANGRENTA










Por sobre a paisagem 
Passava a lua branca
Cobrindo com sua luz
A escuridão da noite.


Partículas de sangue
Sugadas das marés,
Das vozes caladas
De centenas de crianças


Subiram aos céus
Em silenciosas preces
Clamando serem vistas,
Pedindo que as ouvissem.


E a lua sangrou,
Tingiu-se de vermelho
Histórias escrevendo
Tornando-se um espelho.






Postagem Coletiva da Tina Bau - Um Objeto Antigo e Um Novo







Bem, todo mundo tem seus objetos preferidos, e muitas vezes, eles não tem nenhum valor material.

Começo falando de um (ou vários) objetos antigos: meus discos de vinil. Até hoje, eu os escuto, e quando o faço, é como se eu virasse uma adolescente outra vez. Lá estão meus ídolos da juventude (que ainda são meus ídolos hoje), carregando em seus ombros boa parte das minhas memórias. Adoro meu cantinho vintage, que é como chamo o quarto de hóspedes onde coloquei meu toca-discos e meus discos de vinil. É o meu refúgio.

Um objeto novo: meu leitor de livros virtuais, o Kindle. Eu o carrego para todos os lugares, está sempre comigo. Uso-o muito mais que ao meu celular. Estou sempre lendo alguma coisa, e eu adoro o Kindle, pela praticidade, portabilidade e facilidade que oferece ao baixar meus livros. Não vivo mais sem...

O que estes objetos tem em comum, é que eu os adoro, e ambos me proporcionam momentos únicos. O que eles tem de diferente, são os muitos anos e a tecnologia que os separam.

E você? Qual a sua opinião?




quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CONVITE







Bom dia a todos!

Comecei um novo blog. Meu Deus, quando isso vai parar? De vez em quando, sinto uma necessidade de dizer coisas que não podem ser ditas nos espaços que já ocupo, e então, a necessidade de espalhar-me mais surge. 

Meu novo blog chama-se "FROM MY WINDOW" , e é todo escrito em inglês. Terá poemas e crônicas. O endereço é  anawindown.blogspot.com .

Ficaria feliz com uma visita sua, e quem quiser, pode tornar-se um seguidor logo após as postagens, no "follow this blog."




REFLEXÃO

Já muito andei sem enxergar, sem ver, O que me fez e me desfez, a fome... "Ana" é o nome que alguém me deu, M...