sábado, 3 de outubro de 2015

LUA SANGRENTA










Por sobre a paisagem 
Passava a lua branca
Cobrindo com sua luz
A escuridão da noite.


Partículas de sangue
Sugadas das marés,
Das vozes caladas
De centenas de crianças


Subiram aos céus
Em silenciosas preces
Clamando serem vistas,
Pedindo que as ouvissem.


E a lua sangrou,
Tingiu-se de vermelho
Histórias escrevendo
Tornando-se um espelho.






5 comentários:

  1. E a lua branca tingiu-se de vermelho...
    É assim a nossa História.

    Um beijo, querida poetisa.

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  2. Boa tarde Ana.
    Um sensível poema, um feliz domingo. Beijos.

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  3. É, Ana, até a lua sente por nossas crianças.
    Lindo, obrigada, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  4. Olá Ana
    Se o céu, nossos astros e satélites passarem a se ressentir cm as monstruosidades da humanidade, talvez os nossos monstros consigam ter um breve noção do horror e mal que têm disseminado.
    Muito reflexivo

    Abraço

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