witch lady

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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

ESTRANHA


 


 

 

 

Não seguia caminhos traçados,

Não pedia, jamais, perdão

Se não havia o que ser perdoado.

 

Jamais dizia ‘sim’ se isto lhe causasse dor,

Nunca se curvava a falsas

Declarações de amor.

 

Porém, o pior de todas as coisas,

É que ela ouvia muito bem

Tudo o que ficava mudo,

 

Tudo o que não era dito com palavras,

Mas que era disfarçado em sorrisos

Fingidos, itinerantes, ou crivados de mágoa.

 

"Estranha", todos diziam,

E quanto menos ela se importava,

Mais livre e sozinha ela se tornava.

 

Vivia a sua vida estranha,

Sem querer tornar-se nada

Do que não nascera para ser.

 

A todos, não agradava,

Pagava o preço pela sua escolha

De querer viver fora da bolha

Que a todos escravizava.

 

 

 

 


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