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Mostrando postagens de 2015

Felicidades!

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Eu te desejo
Um cão correndo no quintal,
Uma torta quentinha sobre a mesa,
Boa música tocando por perto, sempre,
Noites de sono tranquilas,
Um gatinho enrolado na poltrona,
Sol e chuva na medida certa,
Trabalho durante o ano inteiro,
Saúde a maior parte do tempo,
Olhos amigos sempre te olhando,
Beijos na boca, sempre sinceros,
Um bom filme numa tarde de sábado,
Sorvete nos dias mais quentes,
Passarinhos cantando nas árvores dos caminhos que você percorre,
Lembranças bonitas no seu álbum da vida,
Dinheiro sobrando para aquele mimo,
Um grande sonho finalmente realizado,
E gratidão por todas essas coisas.





Mas... pensando bem,
Se você prestar atenção, 
Verá que já possui a maioria delas,
E as que te faltam, são por um propósito maior...
Pensando melhor ainda,
Eu te desejo mesmo é gratidão por todas as coisas,
Para que você possa, finalmente,
Atingir este propósito maior
E tornar presente o que te falta.





Que no próximo ano,
Você possa deitar-se todas as noites
Sabendo que não fez mal a ni…

Um Andarilho

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Eu vago pelo mundo Sem ter um mundo. Procuro, em outros olhos,  A minha substância, Mas eles não me veem, Apenas me assistem.
Eu morro esmagado No encontro das palmas, Em busca do que me falta, No calor dos aplausos.
Fabrico sonhos mortos, Divirto a multidão; Sou fruto dos anseios Que eu mesmo crio Ao subir no picadeiro Deste imenso circo.
Eu sou um caminhante, Palhaço, o rosto borrado Pelas lágrimas que eu disfarço, Errado, perdido, errante...
A falácia que eu propago Poderia ser honrosa -Não fosse pelo embargo Da minha própria palavra.
Ah, estive sempre tão próximo Daquilo que eu mais combato, E a distância que nos separa Está ao alcance de um braço!
Do alto da montanha, Contemplo um vasto campo Vazio de sentidos, Meu rosto decaído, Onde meus monstros estão Tristonhos e perdidos, Lá, onde eu escondo A minha solidão.




COM UMA PALAVRA - UMA REFLEXÃO

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Partilhei na minha página do Facebook uma publicação de Álvaro Garnero – de quem sou admiradora incondicional – na qual ele pedia que as pessoas definissem, em uma só palavra, como foi o ano de 2015 para cada uma delas. Eis alguns dos resultados:
-Bom -Rico -Decepcionante -Turbulento -Ambivalente -Esperança -Mudanças -Merda -Desafios -Sorte -Bênçãos -Ilusão -Tensão -Aprendizado -Constatação.
Até agora (27/12/2015, 6:50 da manhã) foram mais de 30 respostas. A maioria delas, positiva. Algumas das pessoas que deixaram palavras negativas, o fizeram por motivos que conheço muito bem: perdas familiares, dificuldades financeiras, decepções. São coisas que fazem parte da vida da gente, e das quais ninguém escapa.
Compreendo-as muito bem, pois lembro-me da pior fase de minha vida, que deu-se entre os anos de 2011 e 2012, durante a qual sofri muitas perdas, decepções, desilusões, separações e como se já não tivesse bastante com o que lidar, tive que suportar ataques virtuais de pessoas que re…

SE A GENTE NÃO CHORA

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A dor não vai embora Se a gente não chora Se a gente demora A dizer adeus... A lágrima quente É um mar de partir Pra quem finalmente Quer se despedir.
Nada vai embora Se a dor não lateja, Seja como for, É preciso soltar O que não faz mais parte, O que quer se apagar O que nós insistimos Em fazer ficar.
Nada vai embora Sem a despedida De cabeça erguida, Consciente, real Porque toda história Precisa ser lida E se foi bem vivida, A lembrança é o sal.
Nada vai embora Se a gente não deixa Se a gente se queixa Do vão do abraço Do corte no laço, Mas é essencial Depois da partida, Um ponto final.



Por que eu Não te Disse Nada?

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Eu não te disse nada Porque eu não queria fazer barulho Nessa tua paz acamada, Doente de tantos silêncios, De tantos adeuses, tão carente...
Preferi ficar calada A acordar os teus ruídos, Sustenir minha alegria Sobre os teus gemidos, Tive medo de falar demais, Perguntar demais, Ser invasiva.
Eu não te disse nada Porque temi que minhas palavras Arranhassem a tua madrugada, Desrespeitassem tua dor, E que minhas condolências Pudessem ser um cravo a mais Sobre a tua alma cansada...
Tentei poupar o teu espaço Da minha presença desajeitada, Da minha falta de tato, Eis porque Eu não te disse nada...




REPUTAÇÃO

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A minha Só a mim interessa. Então, por que a pressa?

As asas das chantagens  Estão presas na lama,  Num voo que não decola,  E só asco derrama. 

A quem nada teme, Nada deve, A opinião mundana Nada diz.
Se eu sou feliz À minha maneira, O caminho de uma vida inteira Falará por si.
A chantagem A vadiagem, Falam muito mais Sobre quem as pratica.






EU HOJE ACORDEI

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Eu hoje acordei com o gosto do sonho na língua, As saias de outros mundos pelo chão, ainda, As pontas escapando entre os vãos dos meus dedos, Um vento me beijou, selando as passagens...
Um riso manso, bonito e de tom tão profundo Ainda nos ouvidos, qual frescas aragens, Saiu pela janela, balançando as asas, Voou sobre os telhados, voltando pra casa...
Ficaram sobre a fronha algumas lembranças, Mas logo o sol levou-as - a vida prossegue, Até que um dia, o mesmo sonho assim me leve, Tornando-me riso, sabor, e esperança.





ESCUTA

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Escuta o que não dizem, Escuta o que eles calam, É bem mais verdadeiro, É bem mais eloquente, E muito mais sincero.
Escuta a cor dos olhos, O brilho das pupilas, Os cílios se movendo, As lágrimas tremendo À beira das retinas.
Escuta o gesto simples Que é feito no escuro, Na solidão das casas, Por trás de cada muro, Quando ninguém mais olha, O vento sob as asas.
Escuta o absurdo, Bem além das palavras, Escuta o que é mudo, O que nunca foi dito; No que ninguém escuta Habitam os sentidos.




SOBRE UM TÚMULO

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Aqui Não jaz nada.








FINA

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Ela era fina sobre a superfície, Qual pena de cisne em lago de nenúfares, Refletia o céu nas pupilas oblongas Quais as da serpente, quando se arrufa.
Ela era fina e escorregadia, Não se dava conta de sua alma vadia... Ela era tão fina, e no entanto, demente, Fruto apodrecido da mais vil semente.
Ela era fina, mas se abria a boca, O ar se cobria de odor nauseabundo: Da sua malícia e maldade, brotavam Palavras torcidas que arranhavam o mundo.
Ela era fina, pregava moral Discursava sempre sobre o "bem" e o "mal..." Mas suas verdades tão fracas, tão frágeis, Não sobreviviam a um outro arrebol.
Ela era tão fina, que enganava a muitos... Apontava o dedo com a unha suja Do que há segundos, ela retirara De um local escuro, fétido e profundo...





ADEUS

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Eu disse adeus abstersa, Num gesto, deixei de olhar... Fechei a porta entreaberta A quem não queria entrar.
Eu disse adeus sem chorar, Sem dramas, sem rompimentos, Ficou pairando no ar O fio de um sentimento.
Eu disse adeus num gemido, De sopro quase inaudível, Ficou perdido o sentido De um sonho não mais plausível...
Eu disse adeus porque quis, Pés nús sobre o frio chão Do solo tão duro e gris Da minha desilusão!
Eu disse adeus sem lamentos, Parti sem voltar o rosto A quem cultivou tormentos, A quem destilou desgoto.
Eu disse adeus em silêncio, Lamentando a indiferença... Meus passos soaram tensos Nas lajes da mal-querença. 
Eu disse adeus, e é tudo O que eu podia dizer... E quem permaneceu mudo, Não há de me ver morrer.



Lá, Onde eu Sou Poeta

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Existe uma terra longe, Lá, onde eu sou poeta, Onde Bocage é asceta E Pessoa se esconde Por trás de seus codinomes.
Shakespeare está perdido, Entre os sapos de Bandeira, E Florbela não é triste: Ri da dor que ainda insite, Canta e dança a noite inteira!
Lá, onde eu sou poeta, Augusto não é dos anjos, Mas amigo de Neruda. Quer beijar a boca muda De Cecília, que segura Pelo braço, seu marido Mal comido e mal roupido.
Existe uma terra estranha, Surreal, onde eles andam Procurando suas memórias, Esquecidos de suas glórias Os poetas, já morridos E os ainda não nascidos.
Lá, onde eu quero estar, Nossas letras se confundem, Somos alvos de mil setas, Somos grandes e pequenos, Entre amargos e amenos -Mas somos todos poetas.




ADAPTAÇÃO

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Quem não se adapta às mudanças, acaba ficando, literalmente, para trás. Confesso que sou saudosista de algumas coisas; por exemplo, eu adoro os discos de vinil - tanto que comprei um toca-discos na Black Friday, apesar de já ter um bem antigo. Mas o novo tem alguns recursos mais modernos, e se posso desfrutar deles, por que não? E foram justamente as novas conveniências que me atraíram; por exemplo, poderei digitalizar meus discos de vinil, e assim, colocá-los em meu pendrive para ouví-los onde quiser. 
O mesmo eu digo dos livros de papel; também tenho muitos deles. Alguns eu penso em doar, pois já foram lidos e relidos, e outros, foram lidos apenas por distração e nada há neles que me faça querer guardá-los. Há os especiais, que jamais empresto e nem vou doar.
Mas há também as livrarias que oferecem novas plataformas de leitura por preços bem mais baixos, com a vantagem adicional da economia de espaço físico em casa e a conveniência de poder comprar e ler na mesma hora, sem precisar…

FRÁGIL

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Seu amor era tão frágil, Não resistia a um sorriso Ou a um belo gingado... Do inferno ao paraíso Vivia ela, ao seu lado.
Morria de amores num dia, E no outro, só matava. Mas logo, ela arrefecia, E o perdão concedia; Liquefazia-se o fel No brilho de um novo anel.
Nos braços dele, esquecia, Mas à noite, o raio branco Do luar o despertava, E assim, ele partia E sozinha ela acordava...
Seu amor era tão frágil, Parecia um vento frio Que soprava, descuidado, Sobre as águas de um rio, Mal deixando-o encrespado.

Era só o que ela tinha, Ou o que pensava ter... E sumia, a cada dia, Tentando permanecer. Bebia o doce veneno Daquele amor obsceno Que só fazia matar, Que só fazia morrer!





A MINHA SOMBRA

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A minha sombra é independente, E gosta de aparecer. Se escondo a mão, Ela não acompanha, E fica pairando no ar, sozinha, Apanha Um fio de teia de aranha, Arranha  Meu rosto sorridente.
A minha sombra voa, Como a de Peter Pan; Já tentei costurá-la À sola dos pés, Mas ela vem e vai, como as marés, Vira a cara para o sol E se projeta em mim, De viés...
A minha sombra não se cala, Não me obedece, Desce as escadas de manhã, Batendo os pés contra as paredes, Se enrola nas fibras da rede, Me imola a alma, Me amola a calma, Atiça  a minha sede...
Ah, sombra teimosa! Sempre alguma coisa Entre o dia e a noite, A margarida e a rosa, Zombeteira e afoita, Sombra indecorosa!






SOBRE A MATURIDADE

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Já disponível na amazon.com.br o meu novo livro virtual, Sobre a Maturidade. Nele, poemas e algumas crônicas sobre o que significa, para mim, amadurecer. É um pequeno livro - menos de noventa páginas, e todo o material é inédito e selecionado com muito carinho. Espero que gostem.
Também disponível pelo KDP, para ler de graça, ou se você desejar comprá-lo, ele sai bem em conta: apenas $11,55.
Quem não tiver um Kindle, pode baixá-lo diretamente no computador, tablet ou smartphone. Basta baixar o aplicativo no site ou na Applestore e seguir as instruções. Para encontrar todos os meus livros que estão na amazon, é só digitar "Ana Bailune" na página principal, e eles aparecerão. O site disponibiliza uma amostra grátis para quem quiser dar uma olhada antes de decidir comprar ou não.
Obrigada!




SINAIS DO CAOS

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Enquanto eu escrevo, olho pela janela e vejo a paisagem linda que me cerca, e penso nas  milhares de pessoas que neste momento estão cercadas de lama por todos os lados, não tem o que beber ou comer e nem guardam  esperanças para o futuro, pessoas que perderam tudo o que tinham e estão se perguntando o que farão daqui para frente.
Penso nas pessoas que foram mortas em Paris, civis que nada tinham a ver com as guerras que seus governantes promovem, e em seus amigos e familiares que neste momento estão sofrendo, talvez revoltados, não tendo mais aquelas pessoas por perto.
Também penso na Síria e em seu povo, que estão sendo bombardeados por todos os lados, e nos demais países que neste momento estão sofrendo os efeitos da guerra. E aqui, esse silêncio, passarinhos cantando, a vida acontecendo normalmente, graças a Deus, o que me faz lembrar de agradecer por eu estar aqui, e não lá.
Quando forem abrir a boca para reclamar de alguma coisa, lembrem-se de tudo o que está acontecendo no mun…

HORAS DIFERENTES

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O relógio marca
Horas diferentes
Para cada um:

Horas diferentes
De chegar e partir,
Amar e deixar,
Erguer e ruir,
Falar e calar.

Meu pulso pulsa
Diferente do seu,
Às vezes, mais rápido,
Noutras, mais lento.

O tempo me inventa,
E eu o invento.

Caminhos se cruzam,
Mas não se compreendem,
E palavras ríspidas
Definem, explicam
Mas jamais refinam
O que alguém sente.

Vivemos num mundo
Cheio de outros mundos,
E os relógios marcam
Horas diferentes.











A PRAGA

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É preciso ter cuidado, E prestar muita atenção, Pois às vezes, tua fome Não é de um pedaço de pão... A tristeza que corrói Não é só pela lembrança, E o que aperta no teu dedo É bem mais do que a aliança...
É preciso estar ciente, E acreditar na sorte, Pois nem sempre, é um sorriso Que te salva ou te resgata, E aquilo que te míngua  Te arrastando para a morte, É bem mais do que a angústia, Não é a doença, é a praga!
É preciso enxergar longe, Para frente e para trás, Pois aquilo que se foi, Não retornará jamais! E  a culpa que te corta, Não é faca, nem saudade, Mas os olhos que te olham, Suprassumo da maldade!






NO DIA SEGUINTE...

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A noite foi longa e muito escura, E os fantasmas passeavam, Arrastando suas correntes longas e pesadas Pela madrugada, fazendo sangrarem as lembranças Das feridas que eu já pensava Cicatrizadas.
A noite foi tão dolorida, A vida gritando entre as batidas Das horas que, cruelmente, A engolia... Foi uma noite longa, longa, Que deixou a alma cheia de sombras.
Mas no dia seguinte, O sol surgiu, como sempre, Os pássaros cantaram sobre os galhos, A neblina dissipou-se com o avanço da manhã,
E os carros passaram, Os trabalhadores começaram seu dia Com sons de marteladas E risos que soavam entre os serrotes Que cortavam, em pedaços, a faina do dia.
A noite, de repente, pareceu-me distante...





Perturbadoramente Periclitante!

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Tenho visitado alguns blogs ultimamente - todos muito bons - e logo que eles são abertos, uma estação de rádio começa a berrar propagandas a todo pulmão então  tocar músicas irritantes - funks, axés e outros estilos. Não consigo me concentrar na leitura.
Hoje de manhã aconteceu a mesma coisa, e fiquei me perguntando se as pessoas que administram estes blogs sabem do ocorrido ou se é algum tipo de bug.
Por favor, se alguém passar por esta situação em algum dos meus blogs, me notifiquem!

Obrigada, e bom final de semana.








ALÉM

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Eu olho através de ti, Para muito além das memórias Entre aquilo que tu fostes E o que não és mais agora.
Eu ouço além do teu grito No que a voz sufoca e cala E morre assim, ressequido Entre o silêncio e a fala.
Eu choro com olhos secos Afogando a tua ausência Me perdendo em teus degredos Em busca da tua essência.
Escrevo um poema tosco E nas linhas, não te encontro, Pois moras além de tudo Que eu toco, sinto e canto.




PRA NÃO DIZER

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Pra não dizer que saí de repente, Deixei um beijo no meu guardanapo, Um sorriso preso no teu espelho, E um adeus dentro do teu copo.

Eu sinto muito, mas eu não posso Caber inteira em teu recipiente, Às vezes frio, às vezes quente, Que não comporta meus destemperos.

E minha flor não desabrochada Secava aos poucos no teu alpendre, Murchava mais e mais cada dia, Desperdiçando suas sementes.

E minha vida, assim, malcuidada, Sugava o pó das tuas vertentes, Já não podia seguir em frente Abrindo mão da minha jornada...

Convido a todos para conhecerem e seguirem meu novo blog. Ele é todo escrito em inglês, mas o tradutor está disponível ao final da postagem.


FROM MY WINDOW


O link:





http://anawindown.blogspot.com

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A solidão não me assusta, O silêncio me agrada. Ouço o farfalhar das folhas E junto aos pés, os sussurros De mil vidas tão pequenas Entre as lâminas da grama. Não posso sentir-me só No solo de minha amada!
A escuridão me oferece Milhões de estrelas à escolha! E a luz do sol que me banha Não me deixa desistir Quando o medo me sorri. -Não há nada que me tolha! Não posso sentir-me só No solo de minha amada!
Como eu poderia ousar Sentir-me desamparada Se em mim está meu destino E as estradas, e as chegadas? Não posso dizer-me só No solo da minha Terra, Minha terra, minha amada...
Minha casa me acolhe, Banhando-me em suas águas, Vestindo-me com suas folhas Encantando meus olhares Com miríades de cores, E suas flores perfumadas! Não posso sentir-me só  No solo de minha amada!
Como posso querer mais Do que ela me oferece? Se é ela que me abraça, Me acalenta e me aquece? Não posso dizer-me só No solo da minha mãe, Minha Terra, minha amada!
E um eu dia, serei toda Por minha mãe, abraçada, E o…