segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

ADEUS









Eu disse adeus abstersa,
Num gesto, deixei de olhar...
Fechei a porta entreaberta
A quem não queria entrar.

Eu disse adeus sem chorar,
Sem dramas, sem rompimentos,
Ficou pairando no ar
O fio de um sentimento.

Eu disse adeus num gemido,
De sopro quase inaudível,
Ficou perdido o sentido
De um sonho não mais plausível...

Eu disse adeus porque quis,
Pés nús sobre o frio chão
Do solo tão duro e gris
Da minha desilusão!

Eu disse adeus sem lamentos,
Parti sem voltar o rosto
A quem cultivou tormentos,
A quem destilou desgoto.

Eu disse adeus em silêncio,
Lamentando a indiferença...
Meus passos soaram tensos
Nas lajes da mal-querença. 

Eu disse adeus, e é tudo
O que eu podia dizer...
E quem permaneceu mudo,
Não há de me ver morrer.




7 comentários:

  1. Como diz a canção:
    Adeus ... Cinco letras que choram, num soluço de dor ...

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  2. Amiga linda Ana, lindo poema, dizer adeus é muito triste, mas às vezes é preciso, a lembrança do Paulo também é a minha ao ler aqui, me lembrei da canção!
    Mas estão muito bem colocados os versos rimados com inspiração, amei ler!
    Abraços apertados!

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  3. Boa noite Ana.

    Muito lindo e dolorido... (Talvez porque tenha falado intimamente comigo)
    Algumas vezes se faz necessário.

    Parabéns pelo labor, abraço.

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  4. O ritmo da poesia , não nos deixa ensombrar pela nostalgia do conteúdo porque a musicalidade emudece toda a tristeza
    Beijinho

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  5. Bom dia, Ana!
    Muitas vezes é necessário dizer, mas mesmo assim, a dor é intensa... Que belos versos!
    Abraços esmagadores e lindo dia.

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  6. As vezes o adeus é dito de diversas formas.

    bjokas=)

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  7. Pode haver sutileza no adeus, mas sempre será uma forma dura da cisão.
    Bonito trabalho Ana com toda sua arte.
    Carinhoso abraço e boa semana amiga.

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