sábado, 26 de dezembro de 2015

SE A GENTE NÃO CHORA







A dor não vai embora
Se a gente não chora
Se a gente demora
A dizer adeus...
A lágrima quente
É um mar de partir
Pra quem finalmente
Quer se despedir.

Nada vai embora
Se a dor não lateja,
Seja como for,
É preciso soltar
O que não faz mais parte,
O que quer se apagar
O que nós insistimos
Em fazer ficar.

Nada vai embora
Sem a despedida
De cabeça erguida,
Consciente, real
Porque toda história
Precisa ser lida
E se foi bem vivida,
A lembrança é o sal.

Nada vai embora
Se a gente não deixa
Se a gente se queixa
Do vão do abraço
Do corte no laço,
Mas é essencial
Depois da partida,
Um ponto final.




7 comentários:

  1. Ana Bailune, a gente pode não e se emocionar com a lágrima a se querer soltar pelo canto do olho. Diremos então, chorar de alegria. Por outro lado, o choro, advém do estado de alma, estado circunstâncial.
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. As vezes engolimos o choro. Não podemos, mas engolimos.
    O ponto final do final do poema, as vezes não vem por causa disso... Porque teimamos em não soltar essa lágrima conciliadora, e separadora de emoções. Aí ficamos guardando pensamentos e sentimentos, dos quais queremos nos desfazer, mas não desfazemos, por egoísmo, medo, angústia ou simplesmente por tê-los conosco.

    Lindo poema!!!!!

    ResponderExcluir
  3. Mais um belo poema, Ana !
    Diz-me tanto aquilo que escreveste...
    Vou destacar :


    É um mar de partir


    Um beijo e os desejos do melhor para ti, querida Ana.

    ResponderExcluir
  4. As vezes se sangra para estancar uma dor.
    Bonito inspirar e construir Ana.
    Bom domingo para uma bela semana.
    Abraços e beijo paz amiga.

    ResponderExcluir
  5. Olá, querida Ana
    E como custa encerrar um fato!
    Bjm natalino

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Mandrágora

Teu Nome – raiz de mandrágora Perpassando o meu caminho, Me fazendo tropeçar... Um dragão adormecido Em isolada cave...