quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

FINA









Ela era fina sobre a superfície,
Qual pena de cisne em lago de nenúfares,
Refletia o céu nas pupilas oblongas
Quais as da serpente, quando se arrufa.

Ela era fina e escorregadia,
Não se dava conta de sua alma vadia...
Ela era tão fina, e no entanto, demente,
Fruto apodrecido da mais vil semente.

Ela era fina, mas se abria a boca,
O ar se cobria de odor nauseabundo:
Da sua malícia e maldade, brotavam
Palavras torcidas que arranhavam o mundo.

Ela era fina, pregava moral
Discursava sempre sobre o "bem" e o "mal..."
Mas suas verdades tão fracas, tão frágeis,
Não sobreviviam a um outro arrebol.

Ela era tão fina, que enganava a muitos...
Apontava o dedo com a unha suja
Do que há segundos, ela retirara
De um local escuro, fétido e profundo...






4 comentários:

  1. Há gente assim, minha amiga, se há.
    Vou estar algumas semanas ausente da Net
    e quero desejar-lhe a si e sua Família
    um Feliz e Santo Natal.
    Bjs.
    Irene Alves

    ResponderExcluir
  2. Como é triste encontrar pessoas assim!! Um belo poema, Ana! Bjs.

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Preciso de um Chão

Preciso de um chão firme, Que me dê segurança Para deixar a cabeça nas nuvens Sem medo de tropeçar. Preciso de um chão ...