As ironias finas feito lâminas de faca,
As falas arrastadas e (in)sinuosas,
O despetalar sem dó das rosas da alma alheia,
Não te caem bem.
Assim como essa mania desastrada
De acessar apenas para tentar saber
O que vai na alma de alguém que está distante,
As palavras que jogas sobre o muro que nos separa
As escaras escavadas com navalhas;
O convite para beber do teu vinho oxidado
Cujo fel cultivado em tonéis
De ressentimento
Por anos e anos e anos a fios emaranhados,
O tom mofado e amarelecido do passado;
Nada disso te cai bem.
Porque não cai, não desaparece jamais
Aos olhos que te olham – os meus? Não mais serão feridos!
Porque te coloquei na prateleira dos meus achados
Perdidos.

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