Passou a vida toda
Encarando o mesmo horizonte
A espera de um sol que nunca veio.
Dobrou as esperanças e os sonhos,
Tentando ser, para alguém
O sonho e a esperança,
Princípio, fim
E meio.
Fechou as janelas ao norte
E as janelas ao sul;
Viveu, por muitos anos,
De Lestes não amanhecidos
E Oestes jamais prometidos,
Mas escolheu acreditar neles.
Porém, o tempo é professor;
Compreendeu, assim,
Que tem gente que não amanhece nunca,
Gente que guarda um sol dentro de si
Que não emana luz, mas dor
Em qualquer direção.
Vive sempre os mesmos dias e as mesmas noites
Numa Roda da Fortuna sem fim
Que só conhece um movimento: rotação.


https://ruminarpalavras.blogspot.com/2026/01/o-adeus-paulo-bratz.html
ResponderExcluirUm poema profundo e muito reflexivo. Gostei muito.
ResponderExcluirUma boa semana.
Um beijo.