terça-feira, 24 de abril de 2012

CANYON




Hoje, já  faz um ano
Que aquele meteoro
Abriu um grande buraco
Sobre a paz do nosso solo.

No começo, ele podia
Ser visto à grande distância,
Mas com o tempo, muitas plantas
Bichos, árvores, regatos,
Habitaram nosso canyon.

Assim, passou-se o tempo...
O buraco ainda existe,
E para sempre, ele estará
Bem no meio do viver.

Mas hoje, ele abriga vidas,
Lembranças, ecos de risos,
Muitas flores, passarinhos,
E tornou-se um santuário

Onde vamos recolher
Pedacinhos da passagem
Tão breve, mas tão marcante,
Paisagem que tu plantaste.


17 de janeiro de 2012

2 comentários:

  1. Ow, Ana...que metáfora bem elaborada, engendrada com um lirismo raro...tá virando vício visitar seu blog, ou melhor, usar um eufemismo mascarante: virou rotina. Esse seu poema me lembrou um episódio do Lost...havia uma cratera onde havia caído um avião, neste avião existia um defunto a bordo, era pai do protagonista, o cadáver desapareceu, e o buraco feito ali, era uma referência direta no buraco no coração do filho...Putz...viajei!!!! Poema de qualidade faz isso!!! Fiz um tipo de intertextualidade, não liga!

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Não Tenho Mais Nada Contigo

Estou escrevendo estas linhas  Só para deixar bem claro: Não tenho mais nada contigo. Teu rosto não faz mais figura...