quinta-feira, 12 de abril de 2012

BLOGUEIRA, SEM BOBEIRA.










Estou praticamente 'inaugurando' minha existência como blogueira. Vim de um lugar enoooorme, um site de escritores onde os acessos diários a cada texto podiam chegar a mais de duzentos, dependendo do escritor... para mim, uma simples Joana-ninguém, isso é muito. Às vezes, os meus textos chegavam a atingir cento e tantas leituras em poucos dias. Eu tinha textos por lá, mais antigos, com mais de duas mil leituras.

Mas por aqui eu tenho sentido que, apesar de receber menos visitas, as pessoas que acessam meus textos, por incrível que pareça... os leem! Muitas vezes, lá de onde eu vim, eu recebia alguns comentários que não tinham o menor sentido... apenas para que eu fosse até eles e os comentasse também. Todo mundo que escreve gosta de ser lido, e não há nada de ruim nisso! Mas postar um comentário do tipo 'Linda poesia-visite-me' em uma crônica... cáspite! Havia muita disputa por número de leituras, muita intriga... como se alguém fosse receber algum prêmio por ser mais lido.

Havia muitas pessoas maravilhosas lá dentro, e algumas delas continuam lendo-me aqui no blog, e eu sempre as visito. Visito também as que não me visitam por aqui, pois gosto realmente do que elas escrevem. A diferença de postar lá e aqui, é que lá, o número de leituras e comentários era bem maior, e os textos estavam logo ali. Vir a um blog para ler e comentar, se você não é blogueiro, não é muito fácil. Mas aqui é bem mais silencioso, e eu estou gostando muito também. E eu sinto que posso escolher as pessoas que eu gosto de ler com mais critério: tenho minha lista de leituras. Lá, o universo de escritores é tão grande, que a gente acaba se perdendo uns dos outros, algumas vezes. É como se lá fosse New York, e aqui, uma cidadezinha de Minas. Ambas com suas vantagens e desvantagens.

Ontem eu visitei um blog popularíssimo, e muito legal, o da Fal Azevedo, que escreveu o livro "Sonhei que a Neve Fervia." Ela é blogueira há um tempão. Tem postagens com centenas de comentários... mas não é muito fácil alcançar tantas leituras assim em um blog. Mas querem saber? Descobri que nem estou ligando... aqui, eu me sinto menos ansiosa.

Bem, essa minha vida de blogueira está muito divertida! Se um dia eu resolver voltar lá para o site New York, voltarei bem mais leve. Mantendo sempre, é claro, a minha casa de campo na cidadezinha agradável de Minas. Ou talvez a casa para passar temporada seja lá, e aqui acabe virando minha residência fixa.



8 comentários:

  1. Oi Ana!! Fiquei um tempo longe do site de New York também, você sabe.Por sinal, não me esqueço que vc foi a primeira a me comentar e dar boas vindas quando voltei(Obrigada sempre!) Exatos um ano e dois meses. Fui ser bloqueira tb e não me arrependo nem um pouco por isso. Às vezes me sentia muito solitária(A gente acostuma com aquele movimento todo né), mas o importante de verdade é qualidade e não quantidade. E o blog te dá isso. Oportunidade de conhecer e escolher os poetas que vc gosta de ler. As visitas são poucas mas cada uma tem um gosto muito especial pra gente. Eu adoro!! Voltei pra lá sim, porque como vc, tenho meus poetas lá que não abro mão de ler. E sei que alguns tb gostam dos meus escritos. Apesar dos contras ainda é um lugar de alguns prós...rsrs.
    Eu gosto do site. E vc está fazendo muita falta lá poetisa, acredite. Sua poesia, suas crônicas, etc,etc...fazem falta por lá. Ainda bem que posso te ler aqui.Mas sabe, esse tempo que fiquei só no meu blog acho que pude aprimorar um pouco a minha poesia.Estava mais relaxada, mais concentrada. Bjsssssss

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  2. Uso a tecnología dos blogs, mas não me considero blogueira, já que blog é interação (dizem alguns blogueiros) e eu não posso mais me dar a esse luxo. Prezo meus leitores, claro, e a cada um sou grata de coração. No entanto, sinto-me feliz por não me estressar com visitas de cortesia e coisas assim. Leio quem eu gosto, quando posso, e quem gosta do que escrevo, me lê de quando em vez, sem cobranças de lado nenhum. Pois é, ainda estou no site lá de New York, mas é como se não estivesse, minha alma sempre será a de uma menininha do interior. Lá, organizo parte de minha obra e enquanto for de graça e ninguém vier me encher o saco, vou mantendo também meus textos por lá. Um abraço fraterno, Ana, e grata pelo comentário em A lesma e o momento.

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  3. Belo e inpirador soneto, visite-me, seu comentario e opinião são muito valiosos para mim nobrissilissima poetisa sonetista.

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  4. Olá colega de Nem Iorque e de Minas. O surpreendente é a possibilidade de fazer amizades. Por falar em comentários, continuo pensando sobre aquela antiga questão de muitas visitas e poucos comentários. Realmente, você tem razão alguns até comentam, indicando os textos que devem ser visitados (partece algo meio forçado). Parabéns por mais um texto e, podes crer (comom diziam) escrever é o maior barato da parada. E além de escrever passei a gostar de ler o que escrevem e, descobri que existem bons textos (e bons autores e autoras) tanto nos blogs (quanto num grande centro como Nova Iorke (risos). Abraços.

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  5. Boa tarde! Parabenizo pelo espaço criado. Dar asas as letras é um dom. Felicidades e sucesso! Eu tenho falta de empatia com blogs. Talvez por ser jurássica e não ter habilidades com os recursos que oferecem.Grata pelo convite!

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  6. Simples, a minha pergunta: Quando é que você volta ao Recanto New York? - Sem você, ah, sem você... (Não sou bobo, já sondei bem, nada te impede de voltar! Por que essa birra, criatura?)

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  7. Excelente seu texto e está repleto de verdades, mas uma das coisas mais difíceis de se conseguir na vida real, é motivar as pessoas, e por incrível que pareça, aquele site faz isso. O Blog é muito bom, porém não fez meu perfil e até esqueci como entrar no meu, que não visito tem mais de ano e esqueci a senha.
    Como escritores, nossa missão é equalizar visões, para quando fizerem sentido, a grande maioria tenha o mesmo conhecimento, e você é ótima em seu papel, por isso, se for possível editar nos dois sites, as conseqüências serão melhores... Parabéns! E que Deus nos abençoe e nos ilumine... Sempre...

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  8. Respeito todos os espaços virtuais. O Recanto das Letras em especial a mim foi muito importante, reservei à aquele sítio um local para exercitar. Um tipo de oficina. Honestamente discordo quando você diz que ali estão escritores. Penso que essa é uma inverdade. O escritor é por excelência, antes de mais nada um profissional, que manuseia a palavras para as mais diversa finalidades, bem distante de postar um texto na internet e ter comentários populares acerca de seu trabalho . Postar textos em um ambiente não torna ninguém escritor. Reconheço que há talentos no Recanto das Letras, como em qualquer outro lugar. Mas, mesmo esses, não chamaria de escritor. Percebi em pouco tempo, que por lá, em NY como você diz, existe uma comunidade em comunicação constante, abrange todas as possibilidades de interação entre os internautas. Chamo isso de site de relacionamento, bem distante de site Literário. O que não desmerece em hipótese nenhuma as intensões do ambiente. O que concordo com você é a respeito dos comentários sem qualidade, advindos de leituras empobrecidas. Não há qualidade de escrita, onde não há qualidade de leitura. Lygia fagundes disse, recentemente, que com a Internet há muita gente escrevendo e quase ninguém lendo. Dizer o quê, não é? É verdade. No Recanto das Letras aprendi muito. Conheci pessoas maravilhosas, fiz muito amigos, encontrei pessoas talentosíssimas,enfim, foi bacana. Tive experiências negativas, sim, tive. Mas somaram-se ao processo de aprendizagem dessa vida. O blog, em mim tem outra função. Ainda, na expectativa de aprender e exercitar, mas numa caminhada mais solitária. Gosto de comentários, mas não faço questão deles. Nessa fase, longe do Recanto das letras, embora ninguém me leia como lá, não me sinto sozinha.

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