segunda-feira, 16 de abril de 2012

Meu Sonho na Beirada



Eu hoje estou triste,
Pois vejo meu sonho
A pedir esmolas,
Na beira da estrada.

Meu sonho à beirada,
Morrendo, à míngua,
De sede e de nada...

Haverá resgate
Para um sonho tristonho,
Ou um  arremate
À vida esgarçada?...

Eu hoje estou triste,
Pois meu sonho seca
À beira da estrada...

Ao sol, de dia,
À lua de noite,
À vil letargia
O sonho agoniza
Sem sinal de brisa...

Ai, daquele, meu Deus,
Que esgana um sonho!
Não terá descanso,
Não terá guarida
Após a sua morte,
Ou durante a vida!...

4 comentários:

  1. Falando em estética...eis outra obra-prima. Também me sinto estranha em comentar um poema com tamanha beleza. Dá um medo de macular algo que se mostra tão perfeito...Mas vou arriscar: Este poema me deu uma sensação de missão cumprida de leitura diária...Não me falta nada. Apenas ir dormir...

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  2. OI ANA!
    SÃO OS SONHOS QUE NOS FAZEM CONTINUAR, LUTAR, NÃO PODEMOS DEIXAR QUE MORRAM,
    MAS CULTIVÁ-LOS.
    BELA INSPIRAÇÃO AMIGA.
    ABRÇS

    Zilanicelia.blogspot.com
    Click AQUI

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  3. é... ai daquele... bjuuu Aninha mais tarde volto com mais tempo, paa comentar.

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  4. O fecho foi arrebatador Ana. Quem disse que não matam sonhos? Matam sim, e sua poesia do começo ao final, passa esse sentimento de impotência diante da expectativa que não se concretizou. Perfeito, mais que perfeito. Repito Ana, você faz falta demais lá.

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