terça-feira, 17 de abril de 2012

A MENTIRA




A MENTIRA


A mentira
Não é incolor;
Ela tem peso, cheiro e cor.

Seu cheiro permanece
Bem à volta de quem mente,
E o mentiroso, nem sente!...

Ela constrói uma névoa
Entre aquilo que és
E o que dizes ser.

Oh, inconsistência,
Falso gostar,
Fraco querer!...

A mentira só destrói:
A confiança, o amor,
A esperança.

Foi feita para ferir,
Enganar e afastar.
É tão triste, mentir!...

Triste, é olhar nos olhos de quem mente,
E vê-los brilhar, com aquele brilho estranho,
Inconfundível, medonho, tacanho!
Ouvir a voz vacilar, tortamente,
Sentir a lâmina das palavras que são ditas,
Repetidamente,
Em uma tentativa mórbida de convencer
Aquele a quem se mente!

Prefiro calar-me;
Tentar confrontar um mentiroso,
É inútil e cansativo...
É um jogo de palavras
No qual não haverá vencedor,
Pois todos perdem:
Quem mente, a quem se mente
E o amor...

2 comentários:

  1. Bom dia Ana, que lindo poema, mas essa cobra me dá calafrios, aff! só de imaginar já me dar náuseas, kkk beijocas♥

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  2. O que dizer Ana, quem muito quer convencer, já cismo de primeira, coisas do tipo: JURO POR DEUS, oras, fale por si, não por Deus. E o amor... será que quem se habitua com atitudes assim AMA? Penso que nem a si mesmo, e isso é o pior desamor que pode existir. Parabéns Ana. VORTAAAAAA ANNAAAAA.

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