segunda-feira, 11 de março de 2013

De Mim Para Mim






A jornada do autoconhecimento é uma estrada longa e tortuosa, cujo destino ninguém jamais poderá dizer que alcançou. Mesmo assim, só nos resta segui-lo, entendendo que às vezes, o ritmo será lento, e noutras, mais acelerado. Haverá pontos de estagnação, de descrença e de retrocessos. Mas o mais importante, é perceber estes pontos e continuar em frente.

Recentemente, percebi que mais exigimos dos outros no momento em que menos podemos dar a nós mesmos. Alimentamos a tendência de culpar os outros pelas nossas próprias falhas. É exatamente no momento em que estamos cobrando e apontando as faltas alheias, que precisamos respirar fundo e olhar para dentro de nós: o que eu estou tentando obter do outro, que não estou conseguindo, eu mesma, prover-me? Por que tento apontar as faltas, ao invés de ressaltar o que há de melhor em cada pessoa? Descobri que quando faço isso, estou apenas descobrindo o que me falta.

Sei que jamais chegarei a um ponto no qual poderei dizer: "Esta sou eu!" Houve momentos, no passado, em que eu achava que isto era possível. Houve até momentos em que eu pensei que tinha chegado 'lá;'  e foram momentos que precederam uma grande queda. Precisei deles a fim de perceber o quanto eu ainda me encontrava longe desse destino que eu ainda não sei qual é, e que pretendera alegar que alcançara.

Hoje eu percebi que todo o caminho resume-se a apenas um passo de cada vez.



7 comentários:

  1. um passo de cada vez mas rumo a realização interior!
    sem esta visão nosso poder continua a se diluir nos outros...

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  2. E quantos de nós temos essa lucidez, Ana ?
    Muitos poucos, acredita.
    E quem, como tu, se auto analisa, está a dois ou três passos de alcançar a meta tão desejada : CÁ ESTOU EU !

    Como fotografaste essa borboleta ?
    Num olhar sem ver, até me pareceu uma apara de lápis como a L. REIS ( DIGIT@L PIXEL ) apresenta esta semana no tema ROSA do Flinpo...Aquele 88 é mesmo natural ?
    Estou abismado !!!

    Um beijo enorme, ANA, e segue firme no teu caminho, ciente que a cada recaída terás mais ( e não menos ) força !

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  3. João: ela estava pousada no portãozinho da minha cozinha. Pura sorte!

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  4. Ana, quem somos nós, de verdade? Difícil saber! O importante é não julgar ninguém, a partir da consciência que temos de ignorar até mesmo a nós próprios. Gostei muito do seu texto, o que não é novidade, pois gosto muito do que você escreve.

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  5. Ana,quanta profundidade nesse texto!Falo um pouco disso hoje no meu blog Asas dos versos mas com enfoque diferente.Só podemos crescer quando nos conhecermos plenamente com qualidades e defeitos!Linda reflexão!bjs e boa semana!

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  6. Mudamos tanto! E nossos caminhos se alteram independente de nossa vontade. Creio que nunca seremos donos de nós mesmos, completamente. Bjs.

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  7. Ana, primeiramente achei muito bonita a foto da borboleta.

    Sobre a postagem, eu tenho a mesma impressão que você relata no texto. Dizer que chego a conclusão que nunca conseguirei me conhecer seria uma bobagem porque estou caminhando e sobre isso não concluí nada.

    Bjs
    Manoel

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