quinta-feira, 14 de março de 2013

BUSCA







BUSCA


Eu busco sentidos
Para o que está vivo
Entre o que está morto.

Só acho uma curva
Em forma de ponto
De interrogação...

O sim e o não
Descansam, rendidos,
Num imenso talvez.

E o dia amanhece
Refazendo os nós
Que a noite desfez.



3 comentários:

  1. Olá!
    Ana
    sabe essa velha mania a nossa de querer uma direção pronta, um sim ou não? Mas é no talvez que começamos a ter tempo de acomodar os sentidos. Voltamos ao nosso interior. E, os limites dos sentidos começam no que somos...
    Meu carinho
    Bom dia de quinta feira
    Beijos

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  2. Tua inspiração é encantadora Ana.

    Até os caminhos cheios de curvas curvam-se a tua poesia perfeita.

    É preciso vez por outra acreditar que depois dos "nós" haverá a renovação do nós [ pronome]... O amor quando renasce tem sempre mais força.

    Muitos abraços pra ti.

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  3. E assim vamos nós, tecendo e desfazendo, pois o resultado nunca estará tão claro que nos permita parar. A cada interrogação, uma parada, e uma eventual correção. Bjs.

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