Promessas Quebradas





Em volta, cacos cortantes
De promessas quebradas.
Migalhas de vidas,
Sobras... mais nada.

Um carinho magro,
Raquítico e seco,
Tentando emendar
O logro fadado.

Um beijo anêmico,
Fraco, doente,
Tentando selar
O trato rompido.

Promessas, só promessas...
Melhor não prometer nada!

Voltas e voltas
Em torno de si,
Vertigens e náuseas,
Um sangue de água...

Palavras sem força
Que são repetidas
Numa tentativa
De enganar a vida...

Promessas vazias,
Palavras vazias,
Arrasta-se a noite
Num triste arremedo
De amanhecer.

Como crer?...

Promessas que saem
Da boca dormente...
Nem sequer pretende
Cumprir o que diz!

Ah, vontade fraca,
Ah, peito abafado!
Ignoto futuro
Que nunca decola!
Presente fechado...

Por que se agarra, assim,
Ao passado?
Palavra de esmola,
Intento frio,
Riso malogrado.

*

Comentários

  1. Promessas quebradas, mais uma poesia de muito encantamento e verdades. Parabéns!

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  2. É isso!
    Promessa é promessa e deve ser cumprida.
    É melhor não prometer se não for para cumprir.
    Meus aplausos!

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  3. Olá Ana. Parabéns. Lindo. Quando leio seus poemas, me sinto enquadrado neles. Essa situação é vivida por mais vezes do que se imagina no nosso cotidiano. Quantas vezes sentimos faltar o chão sob nossos pés. Quantas outras suamos frio, ao constatar o que já vem de longa data, mas que adiamos e não desejamos confirmar. É assim a nossa vida, mais real do que parece.
    Abraços fraternos.

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  4. Promessas são apenas promessas
    Quebradas ou não
    Apenas promessas...

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  5. Nós as recebemos e as formulamos. E sempre com o intuito de cumpri-las. Mas basta um movimento brusco da vida para que em mil pedaços se transformem. Bjs.

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