segunda-feira, 4 de março de 2013

NUNCA





Nunca, 
Nem uma palavra...
Teu olhar fechado,
Tua boca, travada!...

Quanta coisa oculta,
Sufocada, aflita,
Carinhos sem mãos,
Canções sem ouvidos!...

Nunca, 
Nem uma palavra...
E o tempo todo,
Só eu te amava!

Enquanto choravas,
Enquanto sofrias
Pelas vidas frias 
Que te ignoravam,

Eu sempre morria,
De noite e de dia
Pela tua falta,
Pelo que de ti
Não me conhecia...

Nunca, e o tempo
Passou sobre nós,
Rompendo as amarras
Que nos conectavam!...

Te foste daqui,
Sem sequer notares
Que o tempo todo,
Eu sempre te amara...

Achei tuas cartas,
Abri teus segredos
Tão esparramados
Em palavras tantas
Em livros fechados!

Significados
Não se revelaram...

Nunca mais, e agora
Existe uma ausência
E uma distância
Ainda maiores...

E não há resgate
Para duas almas
Que se separaram
Por mais que elas chorem...

Nunca me ouviste,
E as palavras tristes
Que tu escreveste
Tão desnecessárias!...

Não resta mais nada,
A não ser lembranças,
Arrependimentos
Pelo que ficou
Perdido no tempo.








4 comentários:

  1. E fica um belíssimo poema, com tudo o que há-de ajudar a iluminar o caminho da vida.

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  2. OI ANA!
    QUE TEXTO LINDO...
    NUNCA, QUANDO DUAS ALMAS SE RECONHECEM,PODE SER APENAS, ATÉ BREVE.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/ClickAQUI

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  3. Ana, que lindo e verdadeiro sentimento. Gostei muito desse trecho:

    "Nunca me ouviste,
    E as palavras tristes
    Que tu escreveste
    Tão desnecessárias!..."

    O pior é que isso acontece muito.
    Bjs
    Manoel

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  4. Profundos sentimentos e emoções em cada palavra deste rico poema!
    Aplausos sempre, querida Ana!!!

    Amiga, perdoe-me a demora em vir aqui, eu não estava conseguindo entrar em seu blog... Não tenho conseguido lidar muito bem com o google+.

    Abraços de paz e luz.

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