Lenitivo





Nos olhos, pupilas de pedra,
na boca, um gosto de vento..
No peito, um antídoto certo
Para todos os tormentos.

Basta esse céu sobre mim, 
E as cores aquareladas
De uma tarde, após a chuva,
Basta-me o dom da palavra...

Num canto, um canto de passaro
Enfeita a esquina da vida
Como um doce lenitivo
Para cada coisa perdida

E a poesia se espalha
Pelo fio da navalha
Que corta a corda que aperta
Soltando a voz que me falha.


Comentários

  1. UAU, tá escrevendo feito Cecília Meireles agora? Ou será uma mistura com Adélia Prado?

    Humm... acho que é Ana Bailune fazendo-me lebrar das duas rs!
    Tá lindo de doer esse poema...

    mile baci

    ResponderExcluir
  2. Sempre amei as tuas letras, mas agora estão com mais força inda! Uma obra pra ler e reler... Lindo demais Ana, parabéns! Meu carinho e admiração, Lu.

    ResponderExcluir
  3. Ana, e o dom da palavra você tem em quantidade.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Postagens mais visitadas deste blog

Doce de Abóbora

Sentidos

VIDA