sábado, 16 de junho de 2012

Minha Alma



A minha alma vaga, procurando vaga,
Por antigos caminhos e paragens...
A minha alma não quer orações, 
Quer gritar de tanta liberdade...

A minha alma não precisa ser domada,
Não quer catecismo, e nem regras!
A minha alma quer perder-se de si mesma
E reencontrar-se numa entrega...

A minha alma não quer conselhos,
E nem a velha imagem refletida no espelho,
A minha alma quer o olhar aprofundado,
O arrancar-se do que está profundamente enraizado!

A minha alma não precisa de velas, ou de celas,
Não quer a segurança de uma fileira de iguais...
A minha alma não sabe ficar parada,
A minha alma não quer casa,
Quer estrada!

5 comentários:

  1. Uau! Muito lindo! Me encontrei um pouco no teu texto! Lindíssimo!

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  2. A tua alma eternamente buscando...Um poema que revela o teu intimo, teu querer, uma busca pelo que te realiza, um lindo amor talvez...Bom domingo Aninha, cheio de sol, de paz, de amor! Beijo.
    Ivany

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  3. maravilhoso !!! ana ja li alguns poemas e nao estou conseguindo comentar. clico no link e nao abre. agora foi uma sorte ! graças a Deus.! nao sei o que é que trava o link !! bjim .....olguinha

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  4. Alma inquieta, puro rumo, pré-descobertas fascinantes. Fragilidade e florescimento. Luz e penumbra. Silêncio produzindo aleluias perante a Vida.

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  5. A alma de pura liberdade
    não quer paragem quer viagem
    não quer paisagem quer ser
    o pássaro que voa
    quer ser a flor solta do galho
    caindo lentamente
    colorindo toda a natureza
    ao chão quer virar
    cogumelo nos olhos
    do arco-íris
    quer ser os raios do sol.


    Luiz Alfredo - poeta

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