segunda-feira, 11 de junho de 2012

De Você...



De você, ficaram os passos
Ecoando em meus ouvidos
E uma ânsia sem abraços
Procurando algum sentido.

De você, ficaram indrisos,
E a tristeza dos teus olhos
Sobre os meus olhos caídos,
E os poemas que desfolho...

De você, ficou uma estrada
Que eu sigo, e nunca chego...
Uma busca malograda
Pelo amor que hoje é degredo...

De você, não há mais nada
Nesse tudo que me resta...
Só uma ruga bem vincada
E um sabor de fim de festa.

De você, há uma amargura
Que eu sinto, e que não passa,
Uma dor que me tortura
Que sem dó, me despedaça...

De você, fiquei eu mesma,
Mas eu mesma já não sou
Se em mim  já não estou...
Sem você, nada restou...


18 comentários:

  1. .


    Ana, você é poeta...
    Eu, audacioso, digo
    que sou poeta, tal-
    vez até eu seja. Um
    poeta que não faz
    versos, mas ama a
    mulher como ama a
    lua, a rua, a tris-
    teza e a solidão.
    Sou um poeta a meio
    pano. Um poeta que
    faz rir quando na
    verdada e minha
    intenção era cho-
    rar.

    Estou seguindo o
    seu blog. Vê se
    consegue seguir o
    meu, Vê.

    Beijos do,

    Palhaço Poeta





    .

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  2. Um poema triste cantarolando baixinho uma cantiga de mágoa...Um amor que não volta! LINDÍSSIMO! Sempre um prazer ler você Ana! Um beijo

    Ivany

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  3. Convido-te a conhecer um Homem de papel
    Convido-te a olhá-lo num espelho de água

    Boa semana

    Mágico beijo

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  4. Só a poesia alcança tanta beleza ao falar de ausências.

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  5. Olá Ana!
    Poesia linda!
    A métrica dos versos denota uma poetisa brincado em ressaltos de sentimento.
    Não sei se estou certo, mas percebo no tema uma angustia fincada com estaca de ausência, que nada mais é a não ser um crescimento em cima de uma experiência malograda.

    Li as demais poesias abaixo e gostei muito.

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  6. Muito lindo seus escritos...

    seu versar é sublime...

    De você, fiquei eu mesma,
    Mas eu mesma já não sou
    Se em mim já não estou...
    Sem você, nada restou...

    pbéns abçs

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  7. Ah, amiga, quando oamor se acaba, não resta nada. Desde ontem estou problema na internet que vai e vem sem aviso. Só agora conseguiu fechar minhas lista de favoritos. Uff. Abrçs. Helena

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  8. Sabe Ana,eu sempre sou partidária do lado positivo.Complexa poesia.uma pontinha nostálgica.Eu avalio que restou uma grande experiência,um grande aprendizado,que ele proporcionou.Sucesso.Bjus\Flor*

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  9. Sempre ficamos, em forma diferenciada, acrescida de lembranças e de saudade.
    Muito lindo seu poema.
    Bjs.

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  10. Sou eu que escrevi estes versos
    quando você foi embora
    comendo uma carambola

    claro poeta
    escrever este poema partido
    em trova
    uma canção
    uma oração de despedida
    esta triste de lindo
    é uma escala de violão
    os versos dialéticos
    da tua mudança interior
    estão fatais
    como pode um amor
    que parte deixar-nos
    partido.

    Sabe eu sou um pobre poeta
    queria escrever
    quadras sonetos indrisos
    assim
    como este teus
    que no fundo não é a forma
    que é bela
    o que mais eu admiro num poema
    é a verborragia
    o coração apaixonado tendo hemorragias
    de amor paixão...

    Seja feliz - Se este poema for
    biográfico - você tem Deus e as
    borboletas.

    Luiz Alfredo - poeta

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  11. "E uma ânsia sem abraços procurando algum sentido" merece ser emoldurada.

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  12. Sem o inspirador ficou o talento a ser esbanjado aqui.

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  13. Ana, tua poética é sempre de qualidade! Bem delineada, isenta de chavões e rimas chatas e que leva o leitor a ler (interessado) até o fim!

    Você é fera, mas eu já sabia disso!rs

    bjão lindeza!
    :)

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  14. Ana,versos muito lindos,poetisa!Parabéns pela inspiração!Bjs e meu carinho,

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  15. Uma construção bela para uma dor que cisma em supurar com suas lembranças tantas.Mas há uma manhã e com ela uma chuva de esperanças a bailar.
    Carinhoso abraço Ana.
    Bjo.

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