terça-feira, 12 de junho de 2012

Harpa Eólia





Um dia abrirei minhas asas
Cansadas de não voar
E hei de pairar sobre as casas.

Será numa noite de lua,
Que de tão cheia, brilhará
Nas águas negras do mar.

E o vento me tomará 
Em seus braços transparentes
E nós seremos amantes.

E assim, o vento e eu,
Sôfregos sopros de éter,
Nos faremos transcendentes.

Um dia, abrirei minhas asas
De libélula demente
E não mais irei pousar!

Mas, quem quiser me rever,
Hei de estar na voz do vento
Que não se pode reter. 

6 comentários:

  1. Olá!Boa noite!
    ...lindos versos...diferente!
    ...O amor é uma harpa eólia que soa por si; Paul Masson...
    Obrigado pelo carinho de sempre!
    Boa quarta!
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Linda viagem Ana e pousa onde o coração direciona e deixe seus versos espalahdos por sobre as casas.
    Linda imagem.
    Otima inspiração.
    Carinhoso abraço.
    Bjo.

    ResponderExcluir
  3. Tercetos tecidos nas cordas
    de uma harpa poética
    não te deixaram pousar
    ficaras no ar suspensas
    em asas transparentes
    sussurrando teus poemas
    nos lábios do vento
    Como vou ler teus poemas
    preso com meus pés telúricos
    à terra roxa
    como vou entender tuas trovas
    se não conheço o balbuciar dos
    lábios dos ventos?

    ResponderExcluir
  4. Olá.
    Adorei seu blog, tem muito assunto interessante,parabéns.
    Até mais

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  6. "E o vento me tomará / Em seus braços transparentes / E nós seremos amantes." - Essa imagem dos "braços transparentes" é um achado poético, sim. O poema possui bom nível artístico. Doçura e alegria o embalam. Beijos. Até amanhã.

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Até um Dia!

Olá, pessoal! Por motivos pessoais, estarei fora da rede durante alguns dias. Volto em breve! Abraços! ...