quarta-feira, 27 de junho de 2012

Até aonde Vai a Liberdade de Expressão?





Há alguns dias, uma pessoa deixou-me comentários horríveis em meu blog. Esta é a segunda vez que isso acontece, e da primeira vez, tomei as providências que eu achei que a primeira pessoa em questão merecia. Nesta segunda vez,  eu estava sem conexão de internet, e por isso, os comentários da segunda pessoa ficaram no ar por mais de um dia, e eu, de nada sabia. Tudo porque, em um momento de muita frustração, no qual eu estava extremamente triste, eu relatei um fato VERDADEIRO que acabara de acontecer comigo, em relação  a um cãozinho de rua que eu tentei ajudar. Jamais citei nomes, e se a pessoa em questão tomou conhecimento do que escrevi, não foi por meu intermédio, mas por intermédio da pessoa que o USOU a fim de vingar-se de mim por um outro fato totalmente diferente. As conclusões que eu tomei, tenham elas sido verdadeiras ou não, me ocorreram por total falta de informação das partes envolvidas. Ora, se alguém está esperando por um socorro, pelo qual pagou, por mais de duas horas, e sem notícias, esta pessoa tem o direito de pensar o que quiser. Aliás, qualquer pessoa tem o direito de pensar o que quiser, em qualquer situação, e sobre isto, ninguém jamais conseguirá convencer-me do contrário.

Quem lê o que escrevo e interage comigo, sabe que eu JAMAIS em ocasião alguma, fui até o blog ou site de alguém para postar comentários ofensivos. Disto, eu tenho certeza, pois eu acredito que este tipo de atitude é errada, é covarde, é abominável. Até mesmo a minha indignação, quando acho conveniente, é expressada em MEU próprio espaço. E por isso eu já fui punida algumas vezes, mas eu sempre assumo as coisas que faço.

Do que escrevi, não me arrependo; justamente por isso, não apaguei. É muito fácil, tecer comentários a respeito do que eu passei naquelas mais de duas horas, enquanto, de pé em uma rua gelada, eu observava uma outra criatura sofrer, no momento em que se está no conforto da própria casa. É muito fácil tomar a defesa de um perfeito estranho, que, como é tendência, daqui a algum tempo sumirá de sua vida - pois a vida dá voltas, as pessoas mudam, seus interesses mudam - e achincalhar um parente que fará parte de sua vida para sempre, e pelo mais imbecil dos motivos: porque eu me recusei a apoiá-la em uma ocasião porque eu achei - e continuo achando - que ela estava ERRADA! Decidi não tomar partido, e isso é um direito meu. 

É fácil julgar e apontar o dedo na cara alheia, principalmente quando os motivos são escusos, não reais, bem outros, uma vingança sórdida porque eu me recusara, alguns dias antes, a fazer uma coisa que eu julguei errada. E disto, jamais me arrependerei.

A liberdade de expressão é direito de todos. Mas as pessoas tem confundido um pouco as coisas... aliás, muito! Criei este espaço para exercer a minha liberdade de expressão, e qualquer um que deseje fazer o mesmo, deve criar seu próprio espaço, e não usar o do outro para expressar suas idéias errôneas, suas frustrações, seu ódio  e sua ignorância. Liberdade de Expressão é concordar ou discordar do que escrevo, mas dizer coisas sobre a pessoa Ana Bailune, sem conhecimento dos fatos, é execrável, covarde e sórdido! 

Por este motivo, tenho moderados os comentários. E decidi deixar isto claro, para que ninguém daqui pense que é por qualquer outro motivo que eu o fiz.





4 comentários:

  1. É difícil agradar a todos,impossível melhor dizendo. Toda hora acontece uma coisa estranha. Uma vez um cara postou na página dele um poema que eu havia escrito, poema meu, e postou como se fosse dele. Eu fui lá, dei-lhe um esculacho, o cara ficou quieto e nem ao menos retirou o poema da página, ignorou tudo o que disse, ficou o dito pelo não dito. Na hora, eu fiquei chateado, depois, sei lá, eu pensei "o que é do homem o bicho não come" e segui minha vida, deixei para lá. Outra vez, alguém me chamou de machista, preconceituoso, porque eu havia feito uma crônica e postei no FB, e isso é fato verídico, em que eu falava que um dia, antes d`eu aposentar, cheguei no serviço e disse brincando para o porteiro da empresa em que eu trabalhava "Vaguinho (eu mudei o nome) você é um heterossexual", aí o Vaguinho começou a me xingar, dizendo com a cara fechada e com jeito de que iria partir para briga "Eu sou é macho, muito macho, heterossexual é você, meu chapa". Eu só não cai na gargalhada porque pensei que já estava próximo de aposentar, pegaria mal sair da empresa com a imagem manchada. Bom, depois desse episódio, o tal Vaguinho nem queria ver a minha cara, tomou ódio mortal por mim. Quando eu me aposentei,último dia de trabalho e tal, fui me despedir do pessoal, o Vaguinho recusou o meu aperto de mão, não quis nem saber, achou foi ótimo eu me mandar da empresa. Bom, despedi de todo mundo, aí já foi molecagem minha, ao sair da empresa, dei de cara com Vaguinho conversando alto e dando gargalhadas no telefone com uma garota, então eu dei uma cutucada leve no ombro dele e disse olhando nos olhos espantados e furiosos dele "Vaguinho, você é um heterossexual", ele deu um pulo brusco da cadeira, enquanto eu tratei de apressar o passo, entrei rapidinho no meu carro, de modo que só deu para ver ele pelo retrovisor fazendo gestos e gritando palavrão. Bom, o tempo passou, e numa dessas eu encontro eu dou de cara com o Vaguinho no centro da cidade, e ele veio em minha direção parecendo sorrir amistosamente, aí eu fiquei cabreiro, e ele disse "você é foda, cara" e começou a rir. Eu perguntei desconfiado "foda, por quê?" e ele me inquiriu sorrindo "lembra daquele lance do heterossexual?", então eu saquei que ele agora sabia que eu estava brincando, começamos a rir, fomos tomar um cafezinho juntos, ficamos quase uma hora conversando, ele tinha mudado, estava sabendo de tudo, o que era homossexual, transsexual, bissexual, tudo. Eu terminei a minha crônica dizendo que a vida muda, Vaguinho agora era um "catedrático" no assunto. Nossa mãe, mas voltando ao caso da pessoa que me chamou de preconceituoso, sinceramente eu não sei, posso ter aproveitado da ignorância do Vaguinho, não sei se procede o julgamento que a tal pessoa fez de mim, eu sei que a coisa me pareceu engraçada e resolvi escrever. Bom, é isso, acontece cada uma, mas eu não vou deixar me levar pelo papo dos outros, já deixei demais, agora, Ana, eu não estou nem mais aí, pensem o que quiserem pensar, só que se vieram a um blog meu, eu deleto e pronto. A tal pessoa mandou o recado via in box, e, sinceramente, não respondi, deixei ela pensar o quisesse. Até hoje, não me aborreceu mais. É isso, parece que tudo o que a gente toca gera conflito, é inevitável.

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  2. voce está certíssima.!! esses dias tambem passei um constrangimento pois nosso poeta M,Clein, deixou um comentario generoso pra um texto meu , e do nada , uma pessoa que eu nunca vi por ali foi na escrivaninha dele e fez uma desfeita terrivel a ele e veio na minha e disse que ele tinha falado muito e nao disse nada e urubusou minha página. bem foi um constrangimento pq ela simplesmente deu ataque pq ele comentou em mim com a generosidade q lhe e peculiar . resultado , fui na pessoa e disse q ela estava confundindo, ela interpretou um texto meu como ofensa a Deus, (poetas nao erram) e criou um caso , e ficou indo nos textos antigos dando suas opinioes e batendo pe comigo. resumo copiei os comentarios e guardei.. e nao a bloqueei nao .. está la . ainda ontem ela comentou ...entrelinhas senti uma ironia no comentario. eu tenho pra mim que é fake, nunca a vi por lá.. estou apenas dando corda pra ela enforcar-se , pq isso é muito chato. a liberdade tem q ser usada com sabedoria . um beijo Ana !! olguinha

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  3. Ana, nem preciso te dizer o que eu penso sobre estas imundícies que por vezes veem até nós. Esse um dos motivos pelo meu cansaço extremo. fez muito bem em moderar, aqui é SEU espaço, portanto você recebe quem quiser. Meu carinho sempre. beijos no coração.

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Teu Nome – raiz de mandrágora Perpassando o meu caminho, Me fazendo tropeçar... Um dragão adormecido Em isolada cave...