terça-feira, 26 de junho de 2012

Dê-me!







Dê-me!




Dê-me um sentimento único,


Aquele que ninguém jamais sentiu,


E eu te darei um poema inédito,


Novinho em folha, e será meu o crédito!


Dê-me uma palavra nova, 


Que jamais tenha sido pronunciada, 


Ou uma frase que jamais foi dita, 


E eu te darei uma história nunca antes contada! 



Dê-me um vento que nunca soprou, 


Uma flor que está sempre um minuto antes 


Do desabrochar, 


Dê-me um amanhecer que ninguém jamais viu, 


O por de um sol 


que permanecerá sempre 


a um segundo 


de tocar o horizonte, 



Dê-me uma lua que ninguém jamais olhou, 


Ou estrelinhas, de tão novas, a tilintar, 


E te darei uma história recém -nascida, 


De um poema inédito, desta vida 


Ou de outra que ninguém jamais viverá. 



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