segunda-feira, 8 de abril de 2013

Chuva Fresca





Cheiro de terra molhada,
No talo vergado
A gota pesada.

Barulho de chuva,
A pobre saúva
Presa
Na correnteza.

A calha que escorre
Água dos telhados
Bueiros bem cheios...

Aroma tão fresco,
Aroma tão verde,
O cheiro da chuva
A alma desnuda...

A tarde lavada,
Na xícara, o chá
Vidraça fechada.

3 comentários:

  1. Poesia gostosa. Ao ler, É como se estivesse vendo a pobre saúva presa, sentindo o aroma verde e o frescor das águas numa tarde com vidraças onde a alma desnuda-se em versos

    Tudo bem Ana?

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  2. Você pinta qualquer cenário com realidade e beleza. Mais uma vez, me encantou. Bjs.

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