quarta-feira, 3 de abril de 2013

Palavras Dobradas








Dobro minhas palavras,
Jogo fora as sobras.

E de dobra em dobra,
Às vezes, 
Eu guardo palavras
Que ficam dormindo
No fundo do armário.

Sílabas mofadas
Não produzem nada!
Deixo-as esticadas
Ao sol, na varanda,
Pelo vento beijadas...

Jogo fora as sobras,
As sílabas gastas,
No ralo da pia
Palavras nefastas.

Ficam as palavras
Que falam-me à alma,
Letras refrescadas...
Brancas, depuradas.


                        

8 comentários:

  1. Lindo isso, também gosto de escolher bem as palavras, poder passar boas influencias através das palavras, ditas ou escritas!
    É mesmo gratificante poder escrever e ter quem lê, quem possa entender o que queremos expressar, aqui leio e é como os meus escritos, bem claros e definidos, algumas vezes não estamos tão inspirados, mas faz parte do nosso espírito, é isso!
    Grande abraço linda Ana!

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  2. Ana, não jogue fora as palavras guardadas dentro dos armários. Mais tarde, revisitadas e recombinadas, elas formarão poemas tão belos quanto este aqui. É um prazer vir ao seu blog, cada vez mais bonito e com um visual delicadíssimo. Parabéns.

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  3. Ana Bailune

    É sempre bom escolher as palavras, jogar com elas podemos condiserar o dos principios da poesia. tens aqui uma interessante demostração.

    Beijos

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  4. Uma lição de sabedoria, Ana. E as palavras que nos mostra, em verso e prosa, são cultivadas com beleza. Bjs.

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  5. Uma delicadeza de postagem...

    (impressionante! não estou conseguindo acompanhar suas entradas...)

    Beijos.

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  6. Ana,
    As suas palavras poéticas e, delicadas são de uma beleza inigualável.

    Felicito-a.

    Ana

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Não Tenho Mais Nada Contigo

Estou escrevendo estas linhas  Só para deixar bem claro: Não tenho mais nada contigo. Teu rosto não faz mais figura...