quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nada Sei do que se Passa





Nada sei do que se passa
Na tua casa,
Entre as paredes,
Não te conheço.

Assim,
Prefiro não especular,
Não criar verdades mentirosas,
Histórias escabrosas,
Ridículas suposições
Que só rebaixariam
A minha própria imagem,
Enfraquecendo minhas palavras.

Nada sei do que se passa
Na tua casa,
Ou com quem vives,
Se trabalhas, se matas
E escondes cadáveres na geladeira,
Ou se apenas rezas, de joelhos,
A vida inteira!

Nada sei, e nem desejo saber,
Nada tens a temer.


3 comentários:

  1. Bom dia minha querida !
    Sempre reina o desejo de ler-te ...mesmo que venhas com as perguntas que nunca seráo respostas...
    bjssssssss

    ResponderExcluir
  2. Olá Ana
    Cada um cuidando de sua vida, é a forma de todos viverem em harmonia.
    Bjux

    ResponderExcluir
  3. Oi Ana, tua forma de expressar a condição humana é tão rica, minha amiga!

    Tua versatilidade sobre os temas também surpreendem, justamente pela forma como você os desenha.

    Tens uma aquarela flexível que possibilita coloridos laços.
    Ler-te é sempre um prazer.

    A imagem é maravilhosa.
    bacios

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Mandrágora

Teu Nome – raiz de mandrágora Perpassando o meu caminho, Me fazendo tropeçar... Um dragão adormecido Em isolada cave...