Eu Vejo





Eu vejo, e nem sempre entendo...

Caminhamos por um mundo
Cheio de falsos "lords" e "mestres,"
Preconceitos e salamaleques,
Rapapés e risos 
Onde os incisivos sempre sobressaem.

Caminhamos, e vamos achando
Pelo caminho, espinhos,
Enquanto as pétalas servem de ninhos
Às serpentes e  salamandras mancas.

Caminhamos, e enfim chegamos
Ao final da jornada, ao muro
Onde nos aguarda
Um imenso espelho
Diante do qual, ninguém se engana.

E finalmente, a malfadada trama
Onde se engalfinham os egos errantes
Revela que os "lords", os" príncipes" e os "plebeus"
Vieram da, e para lá voltarão, todos juntos
mesma luz e ao mesmo breu
De onde nasceram - que coisa aberrante!






Comentários

  1. Bom dia Ana, se tem algo que do qual nunca podemos fugir é de nós mesmos, somos o que acreditamos, mas há a consciência a nos alertar, nos mover e nos mostrar o caminho, seguir é opção, portanto também o sofrer é assim, escolho o que minha alma diz, ela não se engana, a mente sim, essa nos engana e é a pior coisa que pode nos acontecer, nos iludir com o "falso eu"!
    Lindo o seu poetar, tenta despertar para o real!
    Abraços amiga, tenhas um lindo dia!

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  2. É mesmo assim. Uma vez no fim da jornada, pouco importam os "títulos"...

    bjos

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  3. Depois daquele fio que separa as vidas, todos são iguais. Aliás, já o são aqui, embora muitos prefiram se sentir superiores. Bjs.

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  4. Pois somos feitas do mesmo barro.
    Somos gente tal qual Deus nos fez.
    E Deus nos fez iguais na dignidade.
    O problema somos nós
    na nossa capacidade de exclusão.
    Incapacidade...

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  5. É isso aiiii  O mundo é uma bolinha que se olhando parasse infinita...

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