quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Meu Erro





Esperei que o mar 


Fosse doce 


(Embora não fosse). 


Eu pensei que o vento 


Traria perfumes, 


Mas não trouxe... 



Desejei que uma flor 


Se abrisse 


E jamais murchasse, 


Desejei que o tempo 


Não passasse... 



Eu pensei que o amor 


Compreendesse 


Sempre, incondicionalmente, 


Mas o amor esqueceu-se 


De amar; retirou-se 


Ao trazer consigo 


O castigo, 


Desamou-se... 



Quisera abraçar e trazer 


Sempre comigo, 


A certeza tranquila, 


A esperança trançada 


Nos cabelos! 



Mas a trança desfez-se, 


A esperança partiu-se 


Em pedaços pequenos 


Cortados em foice... 



E de erros em erros, 


O que eu esperava 


Tornou-se pó, 


Foi soprado sem dó 


Pela boca profana, 


Pela voz rouca, louca 


Sussurrante. 














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