sexta-feira, 17 de agosto de 2012

GELO







foto: minha - de uma imagem do computador da cervejaria Bohemia 




GELO



Quanto mais os dias passam 


Vai crescendo uma camada 


De gelo, sobre a paixão. 



Quanto mais de mim te afastas, 


Pra mais longe tu viajas 


Do centro do meu coração. 



Quanto mais foges da vida, 


Mais alastra-se a ferida, 


Decompõe-se a emoção... 



E o mais triste, é que não ligas 


Que ao meu corpo, vão ficando 


Estranhas, as tuas mãos! 


**** 



6 comentários:

  1. Olá Ana! É triste saber que esta camada chama-se indiferença. Alguma coisa muda ou vai mudando aos poucos; quando nos apercebemos estamos somente com a ferida.

    ResponderExcluir
  2. Oi Ana........

    As vezes temos que deixar as portas abertas...
    se voltar..perfeito.......

    bjs

    ResponderExcluir
  3. é... bonita poesia...uma cegueira inconsciente,,, bjuuu bom sábado.

    ResponderExcluir
  4. Quanto casamento eu vejo exatamente assim,
    virando uma pedra de gelo. É bem assim.
    Que bom que levantas este tema.

    ResponderExcluir
  5. Gosto muito da força e da beleza que imprimes às tuas imagens poéticas. Sempre muito bom ler-te, Ana. Beijos

    ResponderExcluir
  6. Oi Ana!!!
    Nossas palavras e a intenção se comunicaram no Poetas de Marte qdo vc comentou minha "Insônia II". Vim conhecer seu canto e ler você!! Sigo para voltar mais vezes...

    Um abraço

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Não Tenho Mais Nada Contigo

Estou escrevendo estas linhas  Só para deixar bem claro: Não tenho mais nada contigo. Teu rosto não faz mais figura...