quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Águas Turvas





Narciso não afogou-se,


A história é mentirosa... 


Tentou colher uma rosa 


De sua adorada imagem 


Caiu n'água, mas nadou 


Conseguiu chegar à margem... 



Mas a água agitou-se 


Com suas braçadas fortes... 


E ao tentar rever a rosa, 


Pensou ver ecos da morte... 



Narciso apavorou-se, 


E quanto mais medo tinha, 


Mais ele agitava a água, 


Que mais turva se tornava! 



Assim, pensou ver fantasmas 


Que estavam em sua mente 


E empunhando uma espada, 


Lutou contra toda gente... 



E quanto mais ele lutava 


Mais turva a água ficava! 


Perdeu-se de sua imagem 


Pela qual se apaixonara... 



Estúpida criatura, 


Toda cheia de vaidade! 


Se ele se aquietasse, 


A lama se acalmaria... 


E a saudade que sentia 


De si mesmo e do futuro 


Talvez se apascentasse...


6 comentários:

  1. OI ANA!
    INSPIRAÇÃO, GENIAL,MOSTRANDO QUE A BELEZA NÃO É TUDO, FALTARAM MUITOS INGREDIENTES NA PERSONALIDADE DE NARCISO E QUANTOS(AS) TEM POR AÍ NÉ?
    ABRÇS

    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI

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  2. A verve poética borbulha em teus poros amiga. Aprecio muito o seu poetizar, parabéns!

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  3. Interessante!!!Talvez ele quisesse mesmo se transformar numa flor.

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  4. Pobre Narciso! Há muitos como ele...

    Mas Ana, teu poema tem ótima construção e redesenhou a lenda fielmente.

    bacios
    :D

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  5. ficou linnnnnnnnndo e muito bem construído...bjuuu de linda noite e final de semana.

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