quarta-feira, 2 de maio de 2012

CHUVA ÁCIDA



Caiu do céu dos meus olhos
Queimando a pele e os cílios
Na acidez da saudade
Escorrendo pelos trilhos
Daquilo que já se foi
Para nunca mais voltar...
Chuva ácida chovendo,
Queima, queima sem molhar.

Queima as flores e as folhas
Que plantei em meu jardim
Queima a grama, queima a hera
E a alegria que há em mim.
Chuva ácida que escorre
Pelas covas do meu rosto
Despedir-se de quem morre
É sempre o maior desgosto.

Nem a luz do sol me queima
Tanto quanto este chover...
A saudade brota forte
Quase esqueço de viver...
Fico aqui, sem nau, sem norte,
Só tentando te esquecer
Pois as lágrimas da morte
Salgam o doce do viver.

2 comentários:

  1. intenso , com imagens fortes , reflexivas !!!.... olguinha

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  2. Na verdade esquecer é impossível, aprendemos a conviver com tal falta. Emocionante Ana.

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