terça-feira, 8 de maio de 2012

Um Café



Um café,
E lembranças sobem com o vapor
Vindas do fundo negro da xícara.

Final de tarde,
Silêncio
E um tique-taque ao fundo.

Um café,
E o frio da alma arrefece,
Vozes resnascem,
Risos surgem...

Não, não foi adeus,
Foi uma xícara de café
Que terminou,

Mas o sabor...
Ah, o sabor!...
Jamais perdeu-se no vapor.

Um comentário:

  1. Sou uma viciada em café, o aroma que espalha pela casa, pra mim Ana, é como um ritual diário e relaxante. Lembra infãncia naquelas cozinhas grandes, água na chaleira, coador de pano, broa de milho quentinha feita pela minha mãe e manteiga caseira que derretia na fatia da broa. Ô delícia. Boas lembranças vivas até no cheirinho, sua poesia ficou leve e perfumada querida. Beijos no coração.

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

Contas

Eram contas de um colar pesado, Sem brilho, um tanto funesto Que alguém usava em volta do pescoço Como uma forma de p...