quinta-feira, 31 de maio de 2012

Apego ou Amor?




Existem muitas pessoas e coisas que eu amo muito, e pelas quais eu sou extremamente agradecida à vida, que as deu para mim. Algumas delas (as principais) são:


- Meu marido
-Minha família
-Minha cadelinha
-A natureza
-A beleza
-Escrever
-Minha cidade
-Minha casa
-Meu trabalho

Amo todas estas coisas e pessoas. Há dias em que amo a uma delas mais que as outras, mas acho que é assim com todo mundo! Tem dias que estou cansada, e não gostaria de trabalhar, mas tenho que trabalhar; noutros, eu só quero escrever.  Assim como há dias em que tudo o que eu quero, é ficar com minha família. Mas pode ser que amanhã, eu queira ficar sozinha.

Sofreria muito, como já sofri, caso perdesse alguém que amo. Quem não sofreria? Acredito que quem consegue passar por uma perda sem sentir saudades ou sofrer, não amava de verdade. Até Maria chorou pelo seu Filho, quando Ele morreu.

Mas isto não significa apego. Há um período que precisamos para deixar ir embora aquilo qué não está mais aqui. É uma coisa muito pessoal, e apenas quem está passando por uma perda, sabe quanto tempo precisa para superá-la. O importante, é chegar do outro lado, e não ficar pensando que a vida acabou.

Quanto às coisas materiais que eu tenho, amo-as de paixão! Mas se tivesse que abrir mão de qualquer uma delas, eu o faria sem pestanejar, porque eu sei a real importância de tudo. Sei que as coisas materiais estão aqui para serem apreciadas, desfrutadas, usadas e partilhadas, enquanto forem nossas, mas não levaremos nada conosco. E pode ser que amanhã tenhamos que abrir mão de uma delas. Neste caso, acredito que quando a vida diz que chega, é porque chega mesmo. Talvez ela esteja querendo fazer algumas substituições úteis.

Houve em minha vida algumas ocasiões nas quais eu quis muito alguma coisa, e apesar de ter lutado, não as consegui. Mas logo depois, uma outra coisa muito melhor chegou. Por isso, acho importante não se apegar demais , deixando a vida guiar-nos no caminho.

Mas amar aquilo que se tem, é sinal de  gratidão. Sinto saudades de casa quando estou longe, principalmente na hora de dormir: penso na minha casa, nas cortinas do meu quarto dançando com o vento, penso na minha Latifa deitadinha na varanda, minhas coisas, meu trabalho. Antes de dormir, faço uma prece para que tudo esteja igualzinho ao que eu deixei quando eu voltar; que minha casa esteja protegida, minha cadelinha esteja sendo bem tratada, minhas plantas, regadas.

6 comentários:

  1. Mais um texto teu que fala bem dentro do meu peito, sussurra minhas verdades e completa minhas reticências. Adoro demais, sinto muito sua falta no RL, onde eu lia teus textos diariamente... Abs!

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  2. Poetinha!
    teu coração quando se abre
    é mais que uma flor
    é um trovão
    você me faz acreditar
    que o amor existe
    fiquei meio atordoado
    com teu carinho
    teu poema demasiadamente
    humano.

    Luiz Alfredo - poeta

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  3. Sabe poeta
    nesta faces interativas
    abertas ao mundo
    somos propensos a tudo
    somos poetas
    e recebemos criticas de todos
    os modos
    eu como faço comentários
    aos meus poetas
    posso cometer alguns
    um comentário
    que não tem nade haver
    ou aparentar agredir
    ao poeta
    sempre peço desculpas se o fizer
    e já o fiz
    mas eu sou um pobre poetas
    e tenho te acompanhado
    fique tranquila
    você é uma poeta
    que fala de flor
    e escreve lindos poemas
    e isto já incomoda
    muito.
    Seja feliz.

    Luiz Alfredo - poeta

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  4. O amor é o sentimento mais nobre que existe!!!
    uma ótima sexta-feira pra você Ana.
    Deus te abençoe =)
    beijos de paz,
    Lu.

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  5. Quando amamos nos "apegamos", delícia ler você. Beijos.

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Não Tenho Mais Nada Contigo

Estou escrevendo estas linhas  Só para deixar bem claro: Não tenho mais nada contigo. Teu rosto não faz mais figura...