quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eu Deusa




A formiga se afogava
Em uma poça de água,
Nadando, desesperada
Entre confusa e assustada.

Contemplei-a, em sua sorte,
Lembrei-me das minhas roseiras
Carregadas, aos pedaços,
Por suas longas fileiras...

Mas o dia estava lindo,
E num gesto inesperado,
Recolhi a formiguinha
Em um galhinho cortado.

Salvei-lhe a vida, e a formiga
Naquele exato momento
Picou-me as costas da mão
Num gesto de agradecimento

5 comentários:

  1. É isso que sempre acontece Ana, mas continuo fazendo como vc, afinal é da minha natureza.

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  2. Lindo e lindo me vi lendo as fabulas de La Fontaine.
    Natureza rica aos sensiveis criando poesias e historias.
    Inspiração viva Ana.
    Adoro as imagens que usa nas ilutrações,são belas e vivas.
    Bom passeio por aqui e inspirador.
    Carinhoso abraço.

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  3. Quando o poema é uma fábula
    real
    talvez a picada da formiga
    seja sua forma de agradecer
    mas senti a dor da picada
    da formiga
    e do último verso do teu lindo
    dramático sublime poema
    que é um aforismo pra nossas
    vidas.

    Luiz Alfredo - poeta

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  4. Muito bom, e é assim mesmo que acontece, e essas picadas...as vezes nos ensinam muita coisa...

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Não Tenho Mais Nada Contigo

Estou escrevendo estas linhas  Só para deixar bem claro: Não tenho mais nada contigo. Teu rosto não faz mais figura...