domingo, 25 de março de 2012

ESTÁTUA ENTERRADA






No meio da lama, a face
Encovada.
Dura, rígida, de pedra,
Órbitas vazias,
Face rachada.


Era a face de um santo,
Mas não sei qual santo era,
Tinha as palmas bem unidas,
E um semblante de fera.


Desenterrei, com as mãos,
O resto da estátua.
Meu sangue pingou no chão
Pela fé desenganada...


Santo, santo, se ao menos
Eu soubesse teu nome,
Quem sabe, falava contigo
Sobre a minha fome...




2 comentários:

  1. Parabéns pelo texto. Retrata uma realidade dentro da realidade em vigência, muito embora não seja visível a cada pessoa... Certamente a realidade poderia ser mais real. Agradeço teu comentário ao texto NOS BASTIDORES DAS PALAVRAS, POSTADO ESSA MANHÃ, no RH e no fronteiras da fé. Abraços.

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  2. então.............quem escreve isso ?? (fera é voce).... maravilhoso MARAVILLLLLLHOSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO olguinha

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Teu Nome – raiz de mandrágora Perpassando o meu caminho, Me fazendo tropeçar... Um dragão adormecido Em isolada cave...