domingo, 25 de março de 2012

MAR DE SANGUE







Já não posso navegar
Por esse mar de sangue
Cujas águas são tão densas,
Que quebraram-se meus remos...


E a ilha que eu desejo
Fica sempre mais distante!
Já não posso navegar
Por esse mar de sangue!


O meu barco, antes sereno,
Hoje teme o abissal
De onde nascem tantos monstros...
(Todos de água e de sal?...)


Já não posso navegar
Por esse mar de sangue,
Minhas velas se rasgaram,
Nem o vento a me levar...


Já não há nem mesmo um porto,
Um cais para onde voltar,
Estou só e sem guarida
Bem no meio desse mar!


Talvez haja uma saída
Se eu me deixar afundar, 
Pois sobre esse mar de sangue,
Já não posso navegar!



Para o povo do Afeganistão, que navega há tanto tempo entre o sangue, o medo e os monstros.

5 comentários:

  1. Eu não sei se houve em algúm tempo, tempo de paz para aquele povo.

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  2. bela forma de declarar seu pensamento - pensamento poético - sobre aquele povo. Parabéns, Ana! Calazans

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  3. existem , sem viver !!! lamentável !!!

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