segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vício



O amor que não transforma
Em algo melhor a quem ama,
Que não ensina, que não salva,
Nem eleva um pouco a alma,
Não poderá ser chamado
Jamais, de amor verdadeiro,
Mas de espelho de vaidade,
Conveniente ferramenta
Que só enxerga a si mesmo.

O amor que é de verdade
Traz aquele sentimento
De paz e tranquilidade;
Mas ao mesmo tempo, abala
E derruba convicções
Já há muito ultrapassadas,
Pois que o amor nos traz coragem,
É caminho de mudança
Para as almas se elevarem.

O amor não mata ou prende,
Mas liberta, compreende,
E tem por objetivo
Ver o outro caminhar
Resoluto, forte, só,
Pois o amor não é muleta,
Nem exige sacrifícios...
Mas só se for verdadeiro,
Ou não é amor; é vício!


2 comentários:

  1. Verdadeiríssimas palavras.

    São muitos os bons, mas esse é provavelmente o melhor poema (ou melhor, o meu prefeido) que li por aqui =)

    bjos

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  2. Ana, sempre leio teus poemas em voz alta, assim como faço com os meus. Porque gosto do som da poesia perfumando o ambiente e quem sabe minha alma.

    Vício é um desses poemas que preserva o coração.
    bacios cara mia

    delícia ler-te, poeta!

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