segunda-feira, 15 de julho de 2013

Partidas Sem Chegadas





Partidas Sem Chegadas


Naquele braço de rio,
Um barco tão esperado
Que nunca, jamais chegou...
E o braço fica esticado,
Desenhando no horizonte
A esperança malograda.

Tarde esquecida, noite parda,
Sem luar e sem estrelas...
Nas águas do rio, mágoas,
Sono agitado na esteira.

Naquele braço de rio
Não houve barcos ou águas
Que trouxessem algum alento,
Que lavassem tantas mágoas!...

E a distância anunciada
Pelo silêncio total
Dos barcos que se perderam
Em mil portos diferentes
Que anunciam só partidas,
Mas partidas sem chegadas...

3 comentários:

  1. Ana Bailune

    É pena, mas partidas sem chegadas anunciadas. Partidas devias ser sempre adoçadas com o pensamento em felizes chegadas!
    Beijos

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  2. Sensória e bela expressividade sobre esses momentos de adeus que ficam como lendas na memória. Um terno abraço, querida amiga.

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