segunda-feira, 30 de julho de 2012

RASTILHO





O rastilho lastra a pólvora
Fareja destruição
Fogo rasteia o pavio
Procura por explosão...

O chiado ciciando,
Pavio curto apontando
A pólvora se preparando
O rastilho rastejando...

A cobra acende o pavio,
A maldade aviva o cio,
Explode, queima, destrói,
E o veneno se espalha!

A palavra arrematou
O fio desta mortalha!
E o que restou da pólvora
Secou por sobre a cangalha...

15 comentários:

  1. A Ana de sempre, "incendiária" das emoções. Recuperei minha conta de email hotmail, a mais conhecida. Abraço. Celso

    ResponderExcluir
  2. Poema forte, deveras bonito e muito bem construído. Aplausos!!!

    ResponderExcluir
  3. Secou por sobre a cangalha... Poema que traça traço por traço todo um trajeto que destrói e leva a morte, seguindo fielmente cada pegada, que acaba por desembocar num desfecho (in)feliz demais. Um filme, terrível... mas um filme.

    ResponderExcluir
  4. Está lindo o blog.
    Uma destruição onde a cobra é o próprio homem. Seu poema é sublime. Bjs.

    ResponderExcluir
  5. correção ou preocupações de quem não domina o idioma eheh (... e leva à morte)

    ResponderExcluir
  6. amei o ritmo, as rimas que foram conduzindo o poema! beijos

    ResponderExcluir
  7. Parabéns pelo seu blog, pela poesia "RASTILHO".
    Você Ana rastreia poesias, blogs como assídua leitora, sempre a procura de encantamentos nos versos. Escreve e assina comentários para a felicidade dos poetas!
    Sua bondade explode a nossa satisfação e nos dá vontade de continuar! A sua palavra nos comentários nos incentiva!
    Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Dalva! Eu antes não gostava de blogs, mas depois que eu comecei os meus, e conheci melhor os blogueiros, que me receberam tão bem, eu simplesmente adoro! Você merece! Eles todos também.

      Excluir
  8. Realmente, Ana, o que não falta é pólvora espalhada por aí...

    Grande abraço,
    Jorge

    ResponderExcluir
  9. Lindo!! De volta à rotina, ainda sem saber por onde começar,rsrs beijos,chica

    ResponderExcluir
  10. Ana, lendo este poema lembrei dos bons tempos da Ponto de Vista...
    Mas olha, que bom que vc veio ao blogspot e ao nosso convívio, mostrando tua literatura de qualidade.

    Poema intenso,quase sufocante na medida em que se vai lendo...
    Imagem bem es(colhida)!

    bacios

    ResponderExcluir
  11. Querido amigo Ana!
    Que delicia de escrito! muito interessante mesmo!... amei este como todos os teus que estive a ler.

    Um abraço em sua alma e uma boa noite.

    http://www.minhaalmaempoemas.blogspot.com

    "Angola eu te amo".

    ResponderExcluir
  12. Oi, Aninha... eu vim lendo e descendo... hoje não estou inspirada a comentar... mas deixo o registro de passagem... todos os textos lidos e relidos estão ótimos como sempre... você viu que no blog Poetas de Marte está acontecendo um concurso de haicais? vai lá, se não viu, ainda, participe... bjuuu

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

AMANHECEU

Amanheceu novamente Sobre as igrejas e telhados dos que ainda dormem E dos que jamais despertarão. Amanheceu sobre as p...