terça-feira, 4 de setembro de 2012

Canção do Arrebol







CANÇÃO do ARREBOL



Não  adianta sonhar com a canção arredia
Para tentar reviver a velha melodia
Que o vento trouxe um dia, mas levou embora
E que agora navega nos mares de outrora.



De nada adianta tocar as velhas cordas
De uma antiga guitarra desafinada...
Da música ansiada, não resta mais nada,
Rasgou-se a partitura , e não há  maestro.



Embora lamentemos o que se perdeu,
A música não volta; dos ecos, os restos...
Morreu para sempre o ritmo da canção...



Mas Deus é bom, e a manda num raio de sol
Que ao findar do dia, em ligeira escanção
Nos brinda com seu brilho, e morre ao arrebol.

7 comentários:

  1. Está muito é afinada esta linda canção. Que ritmo! Deus é bom!!!!

    ResponderExcluir
  2. Morre num tom original, não há música mas há ainda a lembrança num sentimento magistral! Belíssimo Poetar!

    ResponderExcluir
  3. .


    Então não digas nada. Fiques
    assim, muda, calada. Assim...
    -Pronto, agora que tudo passou,
    abra devagar os olhos e ouça o
    meu respirar...
    No meu peito um fole, não sei
    de quantos baixos, emite um som
    que não deixa perceber o ritmo,
    mas o que importaria isso se den-
    tro de você e de mim nossas almas
    se abraçam num rodopio de valsa,
    como jamais dançamos antes...

    Um beijo,

    silvioafonso





    .

    ResponderExcluir
  4. Linda Noite-Que lindo final,neste último verso.Assim termina o dia.Parabéns Ana.Bjus\Flor*

    ResponderExcluir
  5. Canção que é soneto e que gera sinfonia afinada e delicada! Assim são tuas palavras, Ana...

    beijos da Lu na madruga, caríssima
    :D

    ResponderExcluir
  6. OI ANA!
    LINDA E DELICADA, BEM PODERIA SER CANTADA MESMO.
    ABRÇS


    zilanicelia.blogspot.com.br/
    Click AQUI

    ResponderExcluir
  7. a água não corre em círculos...mas a vida...bjuuu

    ResponderExcluir

Obrigada pela sua presença! Por favor, gostaria de ver seu comentário.

AMANHECEU

Amanheceu novamente Sobre as igrejas e telhados dos que ainda dormem E dos que jamais despertarão. Amanheceu sobre as p...