terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tranças





Tranças



O tempo, em transe,
Vai trançando-se às estações,
Trazendo consigo as flores do inverno,
O frio da primavera,
O calor do outono,
Os frutos do verão.

As tranças do tempo confundem tudo,
Juntam e ajuntam,
Empilham lembranças,
Arrastam consigo muitas vidas,
Estas tranças...

Até que um dia, 
A fita negra amarra as pontas,
E nada mais adianta...
Vem a tesoura, e mata
Tudo o que tempo
Não arremata.



4 comentários:

  1. Sempre com criativas inspirações,Ana!Eu adorei sua poesia!E o tempo não arremata mesmo!bjs,

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  2. Ana Bailune

    Encontro muta inteligência no poema. Ao fim e ai cabo, outro modo de dizer que, o tempo é o grande mestre.
    Beijos

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  3. Olá Ana
    Infelizmente, já não temos estações definidas como tínhamos, a destruição da natureza levou a isto, um dia o homem vai se arrepender amargamente.
    Bjux

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  4. A fita negra vem no fim, não importa a estação.

    bjos

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