segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Flor e a Guerra



No meio de uma grande guerra,
Havia uma flor murchando.
Em volta, mortes, desterro,
Medo, fogo, gritos, urros.

E lá, bem junto do muro, 
Uma criança sozinha
Olhava a flor que murchava,
E dela se apiedava.

Esqueceu-se de seu medo,
Conseguiu uma vasilha,
Encheu-a de água com sangue,
Levou à flor moribunda...

No meio de toda a guerra,
Sentiu a necessidade
De salvar aquela vida,
E seguiu sua verdade...

Mas veio um duro coturno,
Aproximou-se da flor
E sem nem sequer olhá-la,
Pisoteou-a e se foi...

A criança, num suspiro
De dó, desânimo e dor,
Pegou no chão sua vasilha,
Foi procurar outra flor...



6 comentários:

  1. Na guerra o que importa é destruir, seja o que for.Parabéns, muito bom, muito bom mesmo.

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  2. A guerra é dor e tristeza. Pena, que ainda existem...Gostei da poesia.
    Beijos.

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  3. Há quem tem olhos para outras cores, afora a cor da dor. Mais um lindo poema de grande sensibilidade de Ana Bailune.

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  4. Sublime Ana ... como sempre seus escritos encantam ... abraços de saudades....!

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  5. Belo e significativo. Há quem sempre procura flores, esquecendo suas dores. Bjs.

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  6. "Surpreendente as cores que damos as nossas dores".A beleza está na alma.
    Sensibilidade pura! Amei.Parabéns pelo belíssimo post.
    Brisas e muitas flores para você.Bjs Eloah

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