quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A CRÔNICA



Estive pensando sobre as crônicas. Geralmente, o que eu escrevo é como se fosse uma fotografia do meu pensamento, e não me atenho a estilos, pois prefiro deixar as palavras surgirem e se acomodarem dentro do texto como elas quiserem. Porém, como tenho recebido algumas críticas ultimamente, alegando que não tenho talento como cronista ( e como poeta, contista ou seja lá qual for o estilo literário), decidi pesquisar mais sobre o assunto. Afinal, é através das críticas que mais aprendemos. Comecei com uma pesquisa rápida em um de meus sites preferidos, a Wikipedia, que diz (as partes em destaque sublinhadas no texto, foram escolhidas por mim):

A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Assim o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.
Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como: ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém.
Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o jornalismo e a literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.
Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.
Em resumo, podemos determinar cinco pontos:
-Narração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos.
-Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicos, esporte etc., em jornal ou outro periódico.
-Pequeno conto baseado em algo do cotidiano.
-Normalmente possui uma crítica indireta.
Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico. Exemplos de autores deste tipo de crônica no Brasil são Fernando Sabino, Leon Eliachar, Luis Fernando Verissimo, Millôr Fernandes.

No site Brasil Escola encontrei o seguinte:

A crônica é uma forma textual no estilo de narração que tem por base fatos que acontecem em nosso cotidiano. Por este motivo, é uma leitura agradável, pois o leitor interage com os acontecimentos e por muitas vezes se identifica com as ações tomadas pelas personagens.

Você já deve ter lido algumas crônicas, pois estão presentes em jornais, revistas e livros. Além do mais, é uma leitura que nos envolve, uma vez que utiliza a primeira pessoa e aproxima o autor de quem lê. Como se estivessem em uma conversa informal, o cronista tende a dialogar sobre fatos até mesmo íntimos com o leitor.

O texto é curto e de linguagem simples, o que o torna ainda mais próximo de todo tipo de leitor e de praticamente todas as faixas etárias. A sátira, a ironia, o uso da linguagem coloquial demonstrada na fala das personagens, a exposição dos sentimentos e a reflexão sobre o que se passa estão presentes nas crônicas.

Como exposto acima, há vários motivos que levam os leitores a gostar das crônicas, mas e se você fosse escrever uma, o que seria necessário? Vejamos de forma esquematizada as características da crônica:

• Narração curta;
• Descreve fatos da vida cotidiana;
Pode ter caráter humorístico, crítico, satírico e/ou irônico;
• Possui personagens comuns;
• Segue um tempo cronológico determinado;
• Uso da oralidade na escrita e do coloquialismo na fala das personagens;
• Linguagem simples.

Portanto, se você não gosta ou sente dificuldades de ler, a crônica é uma dica interessante, pois possui todos os requisitos necessários para tornar a leitura um hábito agradável!

Reparem que não coloquei, em momento algum, minha opinião pessoal sobre o que vem a ser uma crônica. Preferi colocar trechos de textos que, melhor do que eu possa fazê-lo, a descrevem.

Mas concluo através do que aprendi lendo estes e outros textos sobre o assunto: escrever uma crônica demanda ter passado por uma determinada experiência. Impossível escrever uma boa crônica sem que haja envolvimento pessoal do autor sobre o que ele observa e descreve, e imprescindível que ele coloque nela seus sentimentos pessoais, despertados pela experiência que ele narra. A crônica, para mim, é um pedaço da vida - muitas vezes, extremamente pessoal. 

Uma boa crônica deve ser interessante, e o bom cronista é capaz de tornar qualquer assunto - até mesmo o mais corriqueiro - interessante. Não sei se sou uma boa cronista, mas tento sempre melhorar. Melhor do que ficar criticando o trabalho alheio através de emails sem jamais ter escrito uma crônica. Muitas vezes, sabemos definir, na teoria, o que é uma crônica, ou um poetrix, ou um soneto. Para isto, basta que estudemos e memorizemos um texto sobre o assunto. Mas escrever é bem diferente do que simplesmente citar teorias.

Acredito que a crônica é para quem não tem medo de se expor. É para quem nada deve e nada teme.



6 comentários:

  1. Ana, a crítica, quando bem feita e fundamentada, serve para o aprimoramento, porém quando tem apenas um caráter ofensivo, é de se pensar do porquê o "crítico" está tão incomodado. Sentar, escrever e se expor... para poucos.
    Texto excelente. Um bom dia!

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  2. Eu gosto de cronicas, acho que elas estão mais próximas a nossa realidade.

    bjokas =)

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  3. Sabe Ana, não conheço do assunto, mas eu afirmo, que seu estilo me agrada e como a mim, a outros também, portanto, não dê ouvidos aos críticos, basta ver a sua extensa criação (livros) que a muitos agrada e adquirem.
    Sou sua fã, desejo que seja sempre muito abençoada e inspirada para nos brindar com textos maravilhosos como os que nos envia. Só não compro os livros, porque não tenho $, do contrário já estaria com todos na mesa de cabeceira.
    Abraços carinhosos
    Maria Teresa

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    1. Obrigada, Maria teresa. mas meus livros lá na Amazon são bem 'barratinhos', hehehe... nem chegam a cinco reais.

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  4. Ana, confesso que não entendo o porque de as pessoas fazerem críticas destrutivas. Você escreve lindamente e me encanto com suas postagens. Há beleza e conteúdo em seus textos e versos. Quem gosta de escrever não se prende a regras, penso eu. A exposição de uma ideia, de um fato, tem caráter personalíssimo, eis que cada um de nós o faz de forma distinta. O valor está no sentimento que desperta no leitor. Quantos grandes homens da literatura só tiveram seu trabalho reconhecido quando não mais estavam aqui para colher os louros! Gostei dos esclarecimentos resultantes de sua pesquisa. Bjs.

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  5. Uma crítica mau feita traz consequências desastrosas. As palavras ditas de forma 'impensada" são armas em potencial - matam! Os bons comentários nos fazem crescer e eu agradeço muito a você Ana pelo carinho de sempre! beijos

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