sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Riso da Lua



O riso permanece, 
Um selo sobre a face
De uma língua que mingua
Tal qual lua abandonada
Num céu escarlate
(E vê-se sempre cheia.)

Em volta, as estrelas.

E quando a língua arde,
A lua se parte,
Derrama-se em lavas frias
A recitar
Sobre o que não sabe.

Tão sem brilho,
Tão sem arte!...
Trem sem trilhos,
Canção
Sem estribilho...

A língua da lua
Passa nua,
Lambendo todo o mel
Que encontra no céu,
Sôfrega
E desesperada,
Desiludida...

E as coisas que ela cita,
Embebidas na sua cicuta,
Caem como lavas
Esfriadas
Sobre um solo batido
Onde não brota nada.

-Ah, coitada da lua,
Coitada!...
Perdia-se nas rimas
De uma poesia 
Sempre inacabada!




7 comentários:

  1. OI ANA!
    A LUA, COMO INESGOTÁVEL FONTE DE INSPIRAÇÃO.
    LINDO AMIGA.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  2. Oi Ana
    A lua é grande musa inspiradora dos poetas. E que versos exuberantes minha querida. Parabéns pela magnífica construção poética.
    Desejo que o seu domingo seja pleno de lindas surpresas e muitas alegrias. Que a fé e esperança nunca lhe abandone e que os seus caminhos sejam coroados de êxitos. Nunca se esqueça que Deus te ouve mesmo nas horas que o teu silêncio fala mais alto que sua voz. Tudo de bom pra você!
    Beijos no coração e afagos na alma.
    Gracita

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  3. Poesia é linda e forte.
    Um inicio fantástico com a luz lambendo o mel das palavras e depois sorve uma cicuta para cuspir no chão que ja nao nasce nada.
    Belissimo trabalho com muita arte.

    Lindo domingo com alegrias e poesias.
    Um abração.
    Li voce em Verseja Brasil.Parabens sempre Ana.

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  4. Ana , sua poesia fascina . Suas metáforas encantam . Obrigada por partilhar . Bom domingo . Beijos

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  5. Maravilhoso seu poema, onde as metáforas nos fazem pensar em sua inspiração. Bjs.

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